Tarifa da Trensurb sobe para R$ 5,00 a partir de 12 de julho

Diego Rodríguez Velázquez
Diego Rodríguez Velázquez
Tarifa da Trensurb sobe para R$ 5,00 a partir de 12 de julho

Reajuste mantém Porto Alegre entre as capitais com transporte metroferroviário mais caro do país, atrás de São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

A partir de 12 de julho, os usuários da Trensurb no Rio Grande do Sul passaram a pagar mais caro pelo serviço de trens urbanos que liga Porto Alegre a municípios da Região Metropolitana. A tarifa básica subiu de R$ 4,50 para R$ 5,00, reajuste anunciado pela própria empresa em comunicado oficial. Com a mudança, Porto Alegre permanece na quinta posição entre as capitais brasileiras com as tarifas mais altas de transporte sobre trilhos, atrás de São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

De acordo com a Trensurb, o valor ainda se mantém entre os mais acessíveis do país no segmento metroferroviário, especialmente quando comparado às passagens de ônibus metropolitanos gaúchos, que custam R$ 7,80. A empresa também garantiu regra de transição para quem já havia comprado créditos antes da mudança. Usuários que utilizam cartão na modalidade vale-transporte ou passe antecipado, e que fizeram a recarga até o dia 11 de julho, continuam pagando o valor anterior, de R$ 4,50, até o saldo se esgotar ou até o dia 10 de agosto, o que ocorrer primeiro, conforme prevê o artigo 9º da Lei 7.418, de 1985.

Como fica a integração com ônibus

O desconto de 10% concedido para quem faz integração entre trem e ônibus foi mantido em Porto Alegre, tanto pela Trensurb quanto pelas empresas de ônibus da capital. Com o reajuste, a tarifa integrada na cidade passou a custar R$ 9,00. Já em Canoas, o cenário é diferente: o desconto de 10% é aplicado apenas pelo sistema de trilhos, sem contrapartida equivalente das empresas de ônibus locais, o que reduz o desconto efetivo sobre o valor total da tarifa para 4,31%. Nesse município, a tarifa integrada ficou em R$ 11,10.

Essa diferença entre os dois municípios evidencia como a política de integração tarifária ainda não é uniforme em toda a área de atuação da Trensurb, o que gera custos diferentes para trabalhadores que dependem do transporte público conforme a cidade em que residem. A empresa não detalhou, no comunicado, se há previsão de padronização do benefício entre os municípios atendidos pela linha férrea.

Comparação com outras capitais do país

Levantamento divulgado junto ao anúncio do reajuste mostra o retrato atual das tarifas de transporte sobre trilhos nas principais capitais brasileiras. Depois de Porto Alegre, aparecem Recife (R$ 4,25), Salvador (R$ 4,10) e Fortaleza (R$ 3,60). Natal, Maceió e João Pessoa cobram R$ 2,50, enquanto Teresina já opera com tarifa zero para o transporte sobre trilhos, sendo a primeira capital do país a adotar esse modelo. No topo da lista de tarifas mais caras estão Rio de Janeiro (R$ 6,90), Belo Horizonte (R$ 5,80), Brasília (R$ 5,50) e São Paulo (R$ 5,20).

O aumento chega em um momento de debate constante sobre o custo do transporte público nas grandes cidades brasileiras, tema que costuma gerar reação imediata entre trabalhadores que dependem diariamente desses serviços para se deslocar até o trabalho, faculdade ou compromissos de saúde. Para quem usa a linha com frequência, o impacto financeiro mensal tende a ser sentido de forma mais perceptível do que para usuários esporádicos.

A Trensurb reforçou que o reajuste segue os trâmites legais previstos em contrato e que o valor da tarifa é revisto periodicamente conforme critérios técnicos e financeiros da operação. Para os passageiros, a orientação prática é ficar atento ao prazo de transição para quem já possui créditos no cartão, já que o benefício da tarifa anterior tem data certa para acabar, mesmo para quem ainda não utilizou todo o saldo disponível.

Fonte consultada:
https://www.metrocptm.com.br/trensurb-reajusta-tarifa-para-r-500-em-12-de-julho/

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