O país vai completar um mês, nesta semana, sem a crise do voto impresso bolsonarista. No dia dez de agosto, a Câmara enterrou a proposta que drenou energia do país em torno de um falso debate sobre fragilidade do sistema eleitoral brasileiro, o mesmo que já colocou no Planalto políticos de todas as vertentes.

Como a questão nunca foi a confiabilidade das urnas, o país não saiu da onda de crises inúteis nesses quase trinta dias. Continua com muitos problemas, um feriado de protestos por causas igualmente distantes dos temas urgentes da população — como a fome, o desemprego, crise hídrica e a disparada de preços — e nenhum sinal concreto de que alguém conseguirá moderar Jair Bolsonaro.