Na tarde desta segunda-feira (23), a direção da Trensurb e delegados da Polícia Federal no Rio Grande do Sul se reuniram para trocar informações sobre o combate às ocorrências de furto de cabos da Trensurb, que têm prejudicado a operação do metrô gaúcho.

Nos últimos meses, a operação da Trensurb tem sido afetada por recorrentes casos de furtos de cabos de energia e sinalização. Conforme o diretor de Operações, Luis Eduardo Fidell, trata-se de um problema que costuma se intensificar em períodos de crise econômica e que tem sido enfrentado por operadores metroferroviários de todo o País – além de equipamentos de iluminação pública, que também são afetados pelos furtos de fios de cobre.

Desde o início do ano até 15 de agosto, foram registradas 59 ocorrências de furtos de cabos da Trensurb, além de 17 situações em que a segurança metroviária e órgãos de segurança pública conseguiram impedir a atuação de suspeitos. Em todo o ano de 2020, haviam sido 21 casos de furto de cabos – e quatro ocorrências impedidas. Somente em 2021, o prejuízo financeiro com furto e danos a cabos e equipamentos de sinalização e energia chega aos R$ 420 mil – considerando-se o custo de reposição e da mão de obra necessária.

Há ainda um impacto operacional significativo, que causa atrasos ou até interrupção no serviço dos trens. É o sistema de sinalização que garante a segurança no metrô, impedindo que os trens se aproximem uns dos outros e que ultrapassem a velocidade máxima de cada trecho. Por isso, com esse sistema avariado ou inoperante, a Trensurb opera com velocidade reduzida nos trechos afetados, impactando o tempo de viagem e até mesmo os intervalos entre as partidas das composições.

Fidell relata que, buscando coibir os furtos, a Trensurb está atuando por meio da segurança metroviária e integrada aos órgãos de segurança pública – Polícia Federal, Polícia Civil e Brigada Militar.

De acordo com a Trensurb, estão sendo feitas rondas constantes e trabalho de inteligência, tendo inclusive ocorrido algumas detenções. Além disso, a empresa diz que há ações de contenção de perímetro, incluindo a instalação de concertina e tela em trechos mais críticos.