Vacina contra Covid-19 da Pfizer (REUTERS/Dado Ruvic)

SÃO PAULO – O governo do estado de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (18) a redução do prazo de intervalo entre as doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19.

O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, e está em linha com as falas do Ministério da Saúde, feitas no última sábado (14), de que adiantará a segunda dose da Pfizer no mês de setembro.

“A preocupação com a variante delta tem mostrado que a eficácia das vacinas para impedir a transmissibilidade da doença cai com apenas a primeira dose. Apesar de manterem um nível bem elevado de eficácia contra casos graves, há uma redução na sua eficácia. Então neste momento, em que toda a população acima de 18 anos já recebeu a primeira dose, defendemos que a segunda dose deva ser acelerada e que o espaçamento seja reduzido”, afirmou João Gabbardo, coordenador-executivo do comitê de Saúde de São Paulo.

Desta forma, o objetivo é reduzir o intervalo dos atuais 84 dias para 21 dias, conforme sugere a bula do imunizante da Pfizer.

“Nossos médicos e profissionais da Secretaria de Saúde entendem que é possível reduzir o intervalo entre a primeira e a segunda dose, como estabelece o próprio laboratório da vacina, que atesta a eficácia do imunizante em prazo inferior a 90 dias, como vem sendo praticado aqui”, disse João Doria, governador do estado de São Paulo.

Vacina da AstraZeneca também pode ter intervalo reduzido

Segundo Gabbardo, a ideia é antecipar também a segunda dose da vacina da AstraZeneca. O obstáculo, contudo, é ter o número de doses necessárias para isso. “Que é necessário (antecipar) não há dúvida, mas precisamos que o Ministério da Saúde encaminhe aos estados mais vacinas da AstraZeneca e da Pfizer para isso”, disse.

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De acordo com o site Vacinômetro, o estado de São Paulo já aplicou mais de 45 milhões doses de vacinas contra o novo coronavírus. Até o momento, 30,05% da população do estado está com o esquema vacinal completo.

Terceira dose da vacina

Durante a coletiva, o governo também comentou sobre a aplicação de uma terceira dose de vacina contra a Covid-19 para grupos específicos, como idosos.

Segundo Jean Gorinchteyn, secretário estadual da Saúde, se houver quantidade suficiente de imunizantes para completar a vacinação de toda a população, a terceira dose é um cenário esperado.

“Se tivermos quantitativo de vacinas o mais rápido possível, não tenho dúvida de que poderemos antecipar doses da vacina e já iniciarmos a terceira dose para idosos e imunossuprimidos”, disse.

Vacinação de adolescentes

Nesta quarta-feira (18), o governo de São Paulo iniciou a vacinação de adolescentes de 17 a 16 anos com comorbidades e deficiências, bem como gestantes e puérperas. O prazo para a imunização do grupo se estende até 25 de agosto.

Após esse período, entre 26 e 29 de agosto, serão vacinados jovens de 12 a 15 anos com comorbidades, deficiências, além de gestantes e puérperas.

A partir do dia 30 de agosto e até 5 de setembro, serão vacinados adolescentes de 15 a 17 anos, enquanto o grupo de 12 a 14 será vacinado entre 6 e 12 de setembro.

CoronaVac é eficaz contra variante delta

Doria também apresentou estudo feito por pesquisadores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da província de Cantão (Guangdong), na China, que demonstra que a CoronaVac evita em 100% o desenvolvimento de casos graves de Covid-19 causados pela variante delta do coronavírus, e tem eficácia de 69,5% contra pneumonias decorrentes da doença.

“Esse é a conclusão do primeiro estudo publicado sobre a eficácia da CoronaVac, vacina do Butantan e da biofarmacêutica chinesa Sinovac contra a Covid-19, na prevenção de pneumonias e casos graves causados pela variante delta”, disse Doria.

As descobertas estão no artigo “Effectiveness of Inactivated COVID-19 Vaccines Against Covid-19 Pneumonia and Severe Illness Caused by the B.1.617.2 (Delta) Variant: Evidence from an Outbreak in Guangdong, China”, publicado em uma plataforma vinculada à revista científica The Lancet.

“A vacina dada em duas doses tem uma efetivamente que varia entre 69% a 77% em relação à proteção de pneumonia, que é o quadro mais grave. Isso é uma boa notícia, um dos primeiros estudos do que chamamos de mundo real, demonstrando a eficácia da CoronaVac contra a variante delta”, reforçou Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan.

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