Na segunda semana de trabalhos desta “segunda temporada”, a CPI da Pandemia terá como protagonista o deputado federal Ricardo Barros, líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara, que vai prestar depoimento na quinta-feira. Barros teve o nome citado na comissão há um mês e meio, no final da oitiva do colega Luis Miranda, no dia 25 de junho.

Na ocasião, o parlamentar disse ter ouvido de Bolsonaro uma menção a Barros depois que ele denunciou irregularidades no processo de compra da vacina indiana Covaxin. Desde então, o presidente nunca desmentiu Miranda, com medo de ter sido gravado pelo deputado.

Antes do líder do governo, que tenta ser ouvido há mais de um mês, os senadores vão interrogar nesta terça-feira o coronel da reserva Helcio Bruno de Almeira, presidente do Instituto Força Brasil, citado em outros depoimentos como envolvido na negociação para a tentativa de venda de vacinas pela empresa Davati — aquela do cabo da PM de Minas Luiz Paulo Dominguetti e do reverendo Amilton Gomes de Paula.

Na quarta, quem vai se sentar na mesa da CPI será o diretor-executivo da farmacêutica Vitamedic, que produz ivermectina, um dos remédios sem eficácia comprovada contra a Covid-19 defendido por Bolsonaro e seus apoiadores. Jailton Batista vai depor no lugar do empresário José Alves Filho, acionista da farmacêutica.