Gasolina chegando a 7 reais o litro, gás de cozinha passando de 100 reais, 14 milhões de desempregados, inflação corroendo a renda das famílias, avanço da fome, risco de racionamento e apagão no setor elétrico, aumento das queimadas e, claro, quase 600.000 mortos pela pandemia, que segue sob o risco da variante Delta.

Nada disso é prioridade para Jair Bolsonaro nesta segunda. Ele anunciou nesta manhã, numa entrevista de rádio, que vai se reunir com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para avaliar a possibilidade de o governo editar uma orientação para recomendar o uso facultativo de máscara no país.

Não vale como regra nem mudará a vida dos brasileiros, mas é um sinal de como o presidente evita cuidar das coisas que realmente importam, como mostra o próprio serviço de Inteligência do governo.

Depois de fazer o anúncio, o presidente disse que a medida pode não vingar — o que revela a opção apenas pelo barulho — e voltou a repetir uma crítica ao STF. “(A recomendação não deve vingar, porque) vocês sabem que o STF deu poderes aos governadores para ignorar o governo federal”, diz Bolsonaro.