Vinte e cinco de agosto é a nova previsão para que toda a população gaúcha a partir de 18 anos esteja imunizada com pelo menos a primeira dose da vacina contra a Covid-19, anunciou o governador Eduardo Leite nesta quarta-feira (11).

A estimativa anterior, divulgada na semana passada, era 30 de agosto. O cronograma foi atualizado após análise da Secretaria da Saúde feita com base nas previsões de envio de vacinas pelo Ministério da Saúde e no ritmo de aplicação das doses pelos municípios.

“Ou seja, em duas semanas, todos os gaúchos a partir de 18 anos, em todos os municípios, devem estar recebendo a primeira dose da vacina. É muito importante que a gente continue nessa direção. As prefeituras estão fazendo a sua parte, e é fundamental que todos os gaúchos se vacinem, para protegerem a si mesmos, às suas famílias e a todos que estão à sua volta. Te cuida e te vacina”, afirmou o governador em vídeo divulgado nas redes sociais.

Nesta quarta-feira (11), da população vacinável acima de 18 anos no Estado (8.958.689), 77,1% já receberam ao menos uma dose de duas ou dose única. Com a segunda dose ou o esquema vacinal completo, o índice é de 37,1% da população vacinável.

No Gabinete de Crise, a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Tani Ranieri, também anunciou que 37 municípios gaúchos já vacinaram todos os moradores com 18 anos ou mais.

Segundo Tani, esse levantamento feito com as Coordenadorias Regionais de Saúde é dinâmico, e os municípios estão enviando ofícios, a pedido da Secretaria da Saúde, para comunicar que não é mais necessário envio de doses para essa faixa etária. Assim é possível acompanhar o andamento da vacinação e fazer a melhor distribuição dos imunizantes.

A secretária da Saúde, Arita Bergmann, mais uma vez reforçou a necessidade de que as prefeituras realizem busca ativa das pessoas que deixaram de se vacinar quando chegou sua vez.

“Há uma disparidade grande na aplicação das vacinas entre os municípios, porque alguns evoluem por grupo etário sem que toda a população vacinável daquela faixa tenha sido imunizada. Não adianta acelerar até 18 anos se parte da população ficou para trás. É preciso olhar para frente de olho no retrovisor”, salientou Arita.