O ex-prefeito de Porto Alegre José Fortunati (PTB) anunciou na manhã quarta-feira, 11, a quatro dias do primeiro turno das eleições, que renuncia à candidatura à prefeitura da capital gaúcha. A decisão de Fortunati foi tomada após o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul indeferir a candidatura do vice dele, Dr. André Cecchini, na segunda-feira, 9. O TRE-RS barrou a participação de Cecchini no pleito porque ele teria se filiado a seu partido, o Patriota, após o prazo legal.

No pronunciamento em sua conta no Facebook em que anunciou a desistência, Fortunati classificou a decisão como “absolutamente política” e afirmou que ela “fere de morte” sua candidatura – a chapa não poderia substitur Cecchini, porque o prazo máximo para isso era 26 de setembro e, assim, ficou impugnada também. O nome dele estará na urna, mas os votos que receber não serão computados.

“É uma decisão muito clara, me dói muito, me dói, no fundo do meu coração, mas não vamos seguir nessa caminhada”, declarou o petebista, apesar de sua campanha ter recorrido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele afirmou que renunciou para garantir “segurança jurídica” aos eleitores. “Tenho convicção plena de que ao irmos ao TSE, levaríamos uma liminar para podermos concorrer, mas isso permaneceria na insegurança jurídica, especialmente aos que nos apoiam, e nós não queremos criar isso”, completou.

José Fortunati não declarou apoio, ao menos por enquanto, a nenhum dos demais candidatos. Segundo a mais recente pesquisa do Ibope para a disputa eleitoral em Porto Alegre, o ex-prefeito aparecia com 13% das intenções de voto, empatado tecnicamente em segundo lugar com o atual prefeito, Nelson Marchezan (PSDB), e Sebastião Melo (MDB), ambos com 14%. A corrida pela prefeitura portoalegrense é liderada por Manuela D’Ávila (PCdoB), com 27%.

 

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