Três dias depois de a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciar que não entregaria o lote de 15 milhões de doses da vacina contra COVID-19, produzidas pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro encaminhou um ofício à Fiocruz pedindo explicações sobre o atraso. A instituição tem cinco dias para responder a uma série de questionamentos.

No documento, o MPF do Rio pergunta as razões que levaram ao não cumprimento do cronograma – a entrega do lote ao Ministério da Saúde estava prevista para março deste ano, e quais medidas serão adotadas para compensar o atraso. Nesta semana, a Fiocruz afirmou que, devido a um problema tecnico, apenas 3,8 milhões de doses seriam entregues.

O Ministério Público Federal do Rio pede ainda que sejam informados o novo cronograma e a fase atual de produção e entrega das 100,4 milhões de doses ao Ministério da Saúde. Além disso, o ofício pergunta sobre a internalização da tecnologia, “considerando que ainda não foi assinado o Contrato de Transferência de Tecnologia entre essa fundação e a empresa AstraZeneca”.

Segundo a Fundação, a máquina que lacra os frascos do imunizante precisou de reparos na semana passada e o problema já foi resolvido. No último dia 8, a Fiocruz anunciou que começaria a produção em larga escala da vacina com o ingrediente farmacêutico ativo importado, a ser aprovado pela Anvisa.

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