A Câmara dos Deputados do México discute nesta quarta-feira (10) um projeto de lei que prevê a descriminalização da maconha. A proposta já foi aprovada por duas comissões especiais e aguarda ir à votação em plenário. 

Apoiado pelo governo do presidente Andrés Manuel Lopez Obrador (AMLO), o projeto marcaria uma grande mudança na política do país com relação às drogas. Há décadas, o México é atormentado durante anos pela violência entre poderosos cartéis.

Os comitês de saúde e justiça já deram sinal verde à proposta, que foi aprovada no Senado durante votação em novembro.  

O projeto criaria o Instituto Mexicano para a Regulação e Controle da Cannabis, que emitirá cinco tipos de licenças para o cultivo, transformação, venda, pesquisa e exportação ou importação de maconha. Segundo analistas, o México, com 130 milhões de habitantes, seria o maior mercado consumidor da erva no mundo. 

Apenas pessoas com 18 anos ou mais, e com autorização, podem cultivar, transportar ou consumir maconha e seus derivados, de acordo com o projeto proposto pelo partido governista Movimento Regeneração Nacional (Morena), de López Obrador. Morena tem maioria em ambas as câmaras do Congresso.

AMLO argumentou que descriminalizar a cannabis e outros narcóticos poderia ajudar a combater os poderosos cartéis de drogas do México.

A colombiana-canadenes Khiron Life Sciences, Canopy Growth do Canadá e The Green Organic Dutchman, bem como a Medical Marijuana Inc., da Califórnia, estão entre as empresas que procuram oportunidades no México.

A cannabis legalizada pode “transformar dramaticamente o cenário econômico” no México, criando empregos e aumentando a receita tributária, disse o presidente-executivo da Medical Marijuana Inc., Stuart Titus.

 

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