Candidato nas prévias do PSDB, o governador gaúcho Eduardo Leite aprovou a decisão da cúpula do partido nesta segunda de seguir o modelo de eleição interna que divide a sigla em quatro grupos votantes com peso de 25% no pleito.

O primeiro grupo é formado por filiados, fatia mais volumosa do partido, e os outros três grupos são compostos por vereadores e deputados estaduais (25%), prefeitos e vices (25%) e deputados e senadores (25%).

Para Leite, o modelo permite uma disputa justa entre os nomes — João Doria, Arthur Virgílio e Tasso Jereissati — que buscam apoio do partido para o projeto presidencial.

“Nas prévias, o partido vai escolher um candidato para o país, um nome que encontre o sentimento médio do brasileiro. Daí a importância de o processo das prévias respeitar o equilíbrio federativo, com regras por grupos eleitorais e peso para cada grupo”, diz o tucano.

O governador do Rio Grande do Sul defende agora que o partido estabeleça regras claras de como será o sistema de votação, para evitar conflitos e suspeitas de fraudes.

“Será a primeira vez que realizaremos prévias para escolher o candidato nacional. Como vai ser a votação? Como se garante que não terá fraude ou votação indevida? Como será o mecanismo? Defendo que o voto seja presencial, num evento do partido em Brasília. Em novembro, já com vacinação avançada, teremos condições de realizar a votação”, diz Leite.