A Corte de Apelação de Milão publicou nesta terça-feira, 9, o texto que confirma a sentença do atacante Robinho a nove anos de prisão pelo crime de violência sexual em grupo contra uma jovem albanesa, ocorrido em 22 de janeiro de 2013, na casa noturna Sio Café. Na época, o jogador brasileiro atuava pelo Milan.

A decisão foi proferida no último dia 10 de dezembro, mas só foi formalizada agora, um dia antes do vencimento do prazo legal. Agora, caberá à defesa do jogador recorrer com pedido de recurso na Corte de Cassação, equivalente a terceira instância. O prazo é de 45 dias.

De acordo com informações do site Globoesporte.com, o colegiado de juízas italianas formado por Francesca Vitale, Paola Di Lorenzo e Chiara Nobilli relataram que “a vítima foi humilhada e usada pelo jogador e seus amigos para satisfazer seus instintos sexuais”. Elas também citaram tentativas de “enganar as investigações oferecendo aos investigadores uma versão dos fatos falsa e previamente combinada”.

“O fato é extremamente grave pela modalidade, número de pessoas envolvidas e o particular desprezo manifestado no confronto da vítima, que foi brutalmente humilhada e usada para o próprio prazer pessoal”, escreveu a juíza Francesca Vitali, referindo-se a Robinho.

O jogador é representado pela advogada Marisa Alija Ramos e pelos advogados italianos Alexander Gutierres e Franco Moretti. Na ocasião, a defesa de Robinho apresentou um recurso de 65 páginas, com dezenove anexos e quatro consultorias técnicas para desmontar a sentença inicial que condenou o jogador a 9 anos de prisão.

A justiça italiana apontou que a vítima, que não teve seu nome revelado, estava em condições de inferioridade psíquica e física. No julgamento, a defesa de Robinho também contestou as traduções feitas nas interceptações telefônicas e apresentou uma espécie de dossiê com diversos anexos do histórico pessoal da vítima, contendo principalmente fotos.

Robinho chegou a ser anunciado pelo Santos em outubro do ano passado, naquela que seria sua quarta passagem pelo clube. A repercussão ruim sobre o processo fez com o Santos repensasse a contratação. O clube tinha suspendido o contrato do jogador, que venceu em fevereiro, e agora negocia o pagamento de uma dívida antiga, de 900.000 reais, acordada para ser paga de forma parcelada.

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