A nova carta dos governadores, unidos contra a pandemia, é um grito de socorro, afirmou um dos signatários da missiva à coluna. Como informou o Radar, os governadores afirmam no texto, divulgado nesta quarta-feira, 10, que o coronavírus é maior adversário do país. 

“Precisamos evitar o total colapso dos sistemas hospitalares em todo o País e melhorar o combate à pandemia. Só assim a nossa Pátria poderá encontrar um caminho de crescimento e de geração de empregos”, afirmam.

Traduzo: os governadores estão, sim, em pânico com o agravamento dos números de contaminação, de mortes e de ocupação dos leitos de UTI nos estados. 

Mas também com os efeitos na economia dos atrasos na vacinação em massa, que continua capenga no Brasil. Para os líderes dos estados, é a única forma de frear a pandemia e evitar medidas como o lockdown, que aumentam o desemprego e seguram a recuperação da economia. 

“É um chamamento para as instituições se envolvam e coordenem trabalho para salvar vidas”, afirmou o governador do Espirito Santo, Renato Casagrande.

A frase “só assim a nossa Pátria poderá encontrar um caminho de crescimento e de geração de empregos” é uma estocada no governo federal, que insistiu no negacionismo e na política anti-vacina que perdurou até dois dias atrás, quando o governo federal resolveu agilizar a compra dos imunizantes. Para alguns governadores, pode ter sido tarde mais.

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