Responsável por tocar políticas de saneamento básico no governo de Jair Bolsonaro, a Fundação Nacional de Saúde passa nesta semana por uma dessas crises internas motivadas por acusações de assédio moral de servidores ao presidente do órgão, Giovanne Gomes.

Coordenador de Execução Orçamentária da Funasa, o servidor Thiago Vieira pediu exoneração do cargo e de outras duas funções de direção que acumulava provisoriamente — diretor de executivo interino e diretor de administração do órgão — por discordar da forma de atuação do chefe da repartição, a quem acusa de perseguir e assediar moralmente no trabalho.

Segundo Vieira, “constantes interferências” do presidente do órgão nos assuntos da direção da Funasa geraram “esgotamento físico e mental” e tornaram “o ambiente de trabalho bastante tóxico”, o que justifica o pedido de demissão. O servidor acusa o presidente da Funasa de desrespeitar “regras elementares de urbanidade e liderança”, o que, na visão dele, configuraria “assédio moral” previsto na cartilha do CNMP.

“Restei reduzido a mero carimbador das decisões tomadas por vossa excelência em conjunto com meus subordinados. Quando se tem responsabilidade por uma unidade, sem se ter sobre ela a autoridade, gera-se uma situação perigosa tanto para o gestor quanto para a instituição”, diz o servidor.

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