A média de pessoas vacinadas com a primeira dose contra a Covid-19 no Brasil caiu na última semana em comparação com a verificada há duas semanas atrás, segundo levantamento feito por VEJA com base nos dados colhidos diariamente pela plataforma Coronavírus Brasil com as secretarias estaduais de Saúde.

Nos últimos sete dias (de 19 a 25 de fevereiro), foram vacinadas em média 100.170 pessoas, menos da metade da taxa verificada no período de 5 a 11 de fevereiro, que foi de 219.517 brasileiros imunizados por dia.

O número dos últimos sete dias também representa uma retração em relação ao índice de 153.018 imunizados diariamente registrada no mesmo período imediatamente anterior (veja quadro abaixo).

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Um dos motivos para a queda é a falta de vacinas que já preocupa alguns estados, onde acabou o total reservado à primeira dose – que deve ser de 50% do total enviado pelo Ministério da Saúde, segundo o Plano Nacional de Imunização.

Boa parte dos estados, no entanto, não interrompeu a campanha porque estão usando vacinas que deveriam ser reservadas à segunda dose, entre eles São Paulo, Bahia e Rio Grande do Sul (veja tabela abaixo).

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Os estados com maiores percentuais de cidadãos imunizados até agora são Amazonas (5,6%) e Roraima (4,4%). Já entre os que menos imunizaram estão o Pará (1,5%), Maranhão (1,9%) e Sergipe (1,9%).

Pressão

A falta de vacinas e o risco de algumas unidades da federação terem que interromper a imunização ou não conseguirem cumprir o calendário original para a segunda dose tem feito os governadores e os prefeitos colocarem pressão sobre o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

O ministro apresentou na semana passada um calendário que prevê a entrega de mais de 454 milhões de doses e prometeu a imunização de toda a população ainda em 2021. “Temos uma previsão fantástica de recebimento de vacinas”, afirmou.

Até agora, o governo já disponibilizou 10,9 milhões de doses. Nas contas de Pazuello, outras 11,3 milhões devem ser entregues em fevereiro, sendo 2 milhões da vacina da Astrazeneca/Oxford e outros 9,3 milhões da CoronaVac, que pode atrasar a produção pela demora no recebimento de insumos.

Pazuello ainda promete distribuir 46 milhões de doses em março, mas o seu planejamento inclui vacinas que ainda não foram aprovadas para uso no Brasil, como a russa Sputnik V e a indiana Covaxin.

Apesar dos problemas, o Brasil, em números absolutos, é o sexto país que mais aplica doses diárias, em média, no mundo, com uma taxa de 234.492 desde o início da campanha, segundo monitoramento feito pela Bloomberg – fica atrás apenas, pela ordem, da China, Estados Unidos, Índia, Reino Unido e Turquia.

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