O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), vai anunciar nesta quinta-feira, 11, um endurecimento nas medidas de restrição no estado de São Paulo, que já se encontra na fase vermelha de quarentena, que só permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais. Alguns desses estabelecimentos, como o de materiais de construção, templos religiosos e escolas podem ser fechados ou ter o horário restringido. O governador irá bater o martelo sobre as ações na reunião marcada para as 10 horas e irá divulgá-las em entrevista coletiva às 12h45.

O estado mais rico e estruturado do Brasil enfrenta o seu pior momento na pandemia, com recordes seguidos de mortes por Covid-19. Mais de 30 cidades, como Bauru e Taboão da Serra, já registram 100% dos leitos de UTI ocupados e óbitos de pacientes na fila de espera para uma vaga nas unidades intensivas. O estado todo computa mais de 80% de ocupação em postos de UTI.

Na quarta-feira, 10, já havia a expectativa de que governador anunciassem mudanças mais severas no Plano São Paulo. A coletiva de ontem, no entanto, preferiu focar em notícias positivas, como a ampliação da vacinação para idosos entre 72 e 74 anos e uma pesquisa feita pelo Instituto Butantan e a USP que mostra que a Coronavac é eficaz contra novas cepas do coronavírus. Na ocasião, o presidente do Centro de Contingência de Coronavírus de São Paulo, médico Paulo Menezes, descartou o “lockdown”, que seria o bloqueio total da circulação de pessoas nas cidades. “Acho bom pararmos de falar a palavra lockdown. Eu prefiro falar de medidas concretas”, disse ele ao lado de Doria.

Além das orientações do comitê científicos, que tem defendido um aperto mais severo há algumas semanas, o governador também recebeu recomendações do Ministério Público de São Paulo para suspender as partidas de futebol e eventos religiosos. Segundo o procurador-geral de Justiça, Mario Sarrubbo, a paralisação é”imprenscindível” diante desse momento de agravamento da crise.

 

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