Se o Brasil vacinasse 1 milhão de pessoas— sua capacidade inicial de imunização em massa— a incidência de mortes em decorrência da pandemia da Covid-19 poderia ser 24% menor nesta semana, em médias móveis, comparando com indicadores de janeiro. O cálculo considera o desempenho da imunização em massa em Israel, país que se tornou referência global no combate à pandemia. Lá, a vacinação começou em 20 de dezembro com o antígeno da Pfizer e o ritmo diário foi de 110.000 doses.

Israel, porém, é um país 24 vezes menor que o Brasil e, para copiar seu desempenho exemplar, que já tem queda de mortes em quase 65% — em relação a meados de janeiro, seria preciso utilizar por volta de 2,6 milhões de doses de imunizantes por dia no Brasil. Além disso, Israel deflagrou um rigoroso período de lockdown.

Há ainda um grande desafio em relação ao comportamento. “Em Israel houve incentivo constante para que as pessoas aceitem a vacinação, o que não ocorreu no Brasil”, diz Salmo Raskin, geneticista da Sociedade Brasileira de Genética Médica.

Atualmente, o Brasil teve um esperado aumento no ritmo de vacinação, chegando  a 354.000 aplicações por dia, em médias móveis, de acordo com o portal Our World in Data, ligado à Universidade de Oxford. O baixo volume de imunização combinado às aglomerações vistas nos primeiros meses do ano levaram a uma lamentável alta no número de casos e mortes pela doença.

Confira os números da vacinação nos estados e no país atualizados até as 18h desta quinta, 11:

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