Depois da morte de João Alberto Silveira Freitas, em uma unidade em Porto Alegre (RS), o Carrefour iniciou um diálogo para receber sugestões de organizações ligadas ao movimento negro. Após ouvir as proposições do Comitê Externo e Independente, a rede decidiu, a partir do dia 14 de dezembro, internalizar os serviços de segurança. Ou seja, todas as empresas terceirizadas serão desligadas e o próprio Carrefour irá fazer a gestão da segurança de suas lojas. O processo de internalização começará pelos quatro hipermercados no Rio Grande do Sul, em um projeto piloto, incluindo a loja Passo D’Areia, em Porto Alegre.

O processo de seleção e treinamento dos profissionais contará com a participação de associações que reúnem empreendedores negros da região de Porto Alegre. Segundo o Carrefour informou ao Radar Econômico, todo o processo de internalização da segurança terá como foco a implementação de práticas antirracistas e de uma cultura de respeito aos direitos humanos, além de considerar a representatividade da população brasileira (50% de mulheres e 56% de negros) como um compromisso.

A data de admissão dos novos colaboradores está prevista para o dia 14 de dezembro em todas as lojas Carrefour da região, seguindo as etapas de contratação.

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