O Brasil está como barata tonta. São Paulo restringe, Rio de Janeiro afrouxa, Lula receita vacina, Bolsonaro, cloroquina e ivermectina. Rima, mas não combina. Ministros do Supremo Tribunal Federal se estapeiam verbalmente, hospitais no limite de atendimento, e a Covid-19 acelera mirando 3 mil vidas por dia até o final do mês.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, fecha tudo e, dias depois, reabre as academias. Enquanto isso, o filho do presidente Jair Bolsonaro manda a imprensa enfiar a mascara em local totalmente improprio e o ministro Paulo Guedes diz que a economia voltou a decolar. Oi?

Como se não bastasse, o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, não assinou a carta dos governadores pela vida. O governador de São Paulo, João Dória, reclamou disso educadamente. E Castro foi para o twitter dizer que “do Rio cuido eu”. Melhor dizer, descuida.

Vocês, leitores, podem completar essa coluna, porque são testemunhas de exemplos diários de que há parafusos soltos e voando por aí. Os desparafusados estão ficando sem máscara.

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