Governadores de 25 estados se uniram nesta terça-feira, dia 9, para lançar uma carta conjunta conclamando um “pacto nacional” entre os três poderes da República para reforçar o combate à pandemia de Covid-19.

O texto estava sendo articulado há mais de três dias e precisou passar por ajustes no tom, sobretudo em relação ao governo Bolsonaro, para ter uma adesão maior entre governadores mais próximos do presidente.

O documento diz que “o nosso maior adversário” é o coronavírus. E defende medidas, como a “expansão da vacinação, “apoio a medidas preventivas” e “ampliação de leitos de UTI” como forma de “evitar o total colapso dos sistemas hospitalares em todo o país”.

Um dos trechos pede o apoio dos três poderes a ações de contenção do coronavírus, como o “incentivo ao uso de máscaras e o desestímulo a aglomerações”.

Os governadores também pedem que seja criado um “comitê gestor” formado por representantes do Planalto, dos governadores e do Congresso para acompanhar as medidas de combate à Covid-19.

Desde a semana passada, o presidente Jair Bolsonaro tem dado declarações que questionam a validade do uso de máscaras e promovido aglomerações em inaugurações de obras viárias pelo país.

A carta leva tanto a assinatura de governadores opositores, como João Doria (PSDB), Rui Costa (PT) e Eduardo Leite (PSDB), como de aliados do presidente, como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (DEM) e Cláudio Castro (PSC).

A redação do texto foi conduzida pelo porta-voz do Fórum de Governadores e governador do Piauí, Wellington Dias (PT). Nesta segunda-feira, dia 8, ele teve uma reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro.

Os signitários que avalizaram a carta foram os governadores do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Os que não aderiram ao manifesto foram os governadores de Roraima e Rondônia.

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