Líder do governo Bolsonaro na Câmara, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) vai, finalmente, prestar depoimento à CPI da Pandemia nesta quinta-feira, quase 50 dias depois de ter seu nome citado como suspeito de envolvimento no caso da Covaxin pelo também deputado Luis Miranda (DEM-DF).

Em 25 de junho, Miranda disse à comissão que alertou o presidente Jair Bolsonaro sobre suspeitas de desvios na compra de vacinas pelo Ministério da Saúde.

Segundo relato do parlamentar, Bolsonaro teria dito que as irregularidades estariam ligadas a pessoas próximas a Ricardo Barros, que foi ministro da Saúde no governo de Michel Temer.

Até hoje, Bolsonaro não desmentiu a versão de Miranda. Barros chegou a acionar o STF para depor à CPI antes do recesso judiciário.

O argumento é que, quanto maior a demora para ser ouvido, maior a exposição sem que ele tenha a chance de se defender.

Até o momento, a CPI não dispõe de provas do tipo “batom na cueca” contra Barros.

Os senadores tentarão explorar a relação dele com Roberto Dias, ex-diretor de logística do Ministério da Saúde, exonerado depois de ser acusado de cobrar propina para a compra de vacinas.