Na terça-feira (9), a primeira etapa da simulação do crime ocorre, com a participação de oito testemunhas. Reconstituição é um pedido de um dos seguranças que está preso pelo espancamento. Reprodução simulada dos fatos simulou ação na noite da morte de João Alberto, em Porto Alegre
Nathalia King/RBS TV
A segunda noite de reconstituição da morte de João Alberto Silveira Freitas, homem negro morto após ser imobilizado e espancado por seguranças no estacionamento de uma unidade do Carrefour, em Porto Alegre, acontece nesta quinta-feira (12) com a participação dos réus.
Seis pessoas respondem pelo crime. O segurança Magno Braz Borges, que está preso, não participará da reconstituição.
Os demais réus são o segurança Giovani Gaspar da Silva, também preso; a fiscal da loja Adriana Alves Dutra, em prisão domiciliar; e os funcionários do Carrefour, Rafael Rezende e Kleiton Silva Santos, e da empresa de segurança Vector, Paulo Francisco da Silva, todos respondendo em liberdade.
Também chamada de reprodução simulada dos fatos, a reconstituição foi um pedido da defesa de Giovani.
“Nós pretendemos que seja um momento mais calmo, mais tranquilo para a prova técnica, momento em que os peritos poderão avaliar com mais calma o que de fato aconteceu”, explica o advogado David Leal.
Os trabalhos são conduzidos pela Polícia Civil e pelo Instituto Geral de Perícias (IGP). Um laudo será elaborado e anexado ao processo.
Saiba como foi a primeira noite da reconstituição da morte de João Alberto
Na primeira noite de reconstituição, participaram oito testemunhas do crime. Assim como na última madrugada, a área do hipermercado Carrefour onde aconteceu o crime será isolada pela Brigada Militar, e o ato não será acompanhado pela imprensa.
Para sexta-feira (13), está prevista a divulgação dos resultados do trabalho.
Reconstituição da morte de João Alberto foi um pedido da defesa de um dos réus
Entenda o que é a reprodução simulada dos fatos
De acordo com o Instituto-Geral de Perícias (IGP), a reprodução simulada dos fatos, conhecida como reconstituição, é uma das mais complexas perícias criminais realizadas pelo IGP.
“Ela é realizada pelo perito criminal a pedido da autoridade policial ou judiciária. O objetivo é verificar a viabilidade de os fatos terem ocorrido da forma como foram narrados pelos envolvidos”, explica o órgão.
Neste caso, as ações no pátio do supermercado serão registradas pelo fotógrafo criminalístico do IGP, e o perito pode fazer perguntas às testemunhas para esclarecer cada ato.
“Após, o perito analisa as versões relatadas, verificando quais são factíveis, tendo como base elementos técnicos da análise pericial. No laudo, o perito também responde os quesitos técnicos que podem ter sido formulados pelo solicitante, pela defesa e pela acusação”, observa o IGP.
O prazo para entrega do laudo é indeterminado, pois depende da quantidade e complexidade das versões apresentadas, dos elementos a serem analisados e dos quesitos a serem respondidos.
O Grupo Carrefour Brasil informou que não faz parte desta etapa do processo criminal, mas que “está dando todo o apoio necessário para que as autoridades policiais realizem a reconstituição”. O estabelecimento foi fechado mais cedo para a utilização do espaço pelos agentes do IGP.
O crime aconteceu em 19 de novembro de 2020. João Alberto Silveira Freitas tinha 40 anos.
Montagem com imagens da agressão de João Alberto
Arte/G1
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