O governo gaúcho inaugurou oficialmente em Uruguaiana (Fronteira-Oeste gaúcha) o 6º Batalhão de Choque da Brigada Militar. De acordo com a corporação, o objetivo é qualificar a estratégia de pronta-resposta, com cobertura desse tipo de policiamento em toda a faixa que separa o Rio Grande do Sul da Argentina e Uruguai.

Além de Uruguaiana, outros 21 municípios fazem parte da área de abrangência: Aceguá, Alegrete, Bagé, Barra do Quaraí, Caçapava do Sul, Candiota, Dom Pedrito, Garruchos, Hulha Negra, Itaqui, Lavras do Sul, Maçambará, Manoel Viana, Quaraí, Rosário do Sul, Santa Margarida do Sul, Santana da Boa Vista, Santana do Livramento, São Borja, São Gabriel e Vila Nova do Sul.

Trata-se da terceira unidade de choque criada pelo atual governo do Estado. Além das já existentes em Porto Alegre (1º Batalhão), Santa Maria (2º) e Passo Fundo (3º), no final de 2019 foram contempladas Caxias do Sul (4°) e Pelotas (5°).

Sob o comando do major Otemar Maia Bianchini, o batalhão deve contar com 15 viaturas. O efetivo é de pelo menos 90 policiais militares (contingente que pode passar de 150), especialmente treinados para as atividades de alto risco desempenhadas por unidades de elite da corporação.

Localizada no bairro Ipiranga, a sede foi reformada a partir da doação de R$ 130 mil por empresas locais à prefeitura de Uruguaiana, que arcou com a mão-de-obra e repassou o imóvel ao governo gaúcho.

A iniciativa já havia sido anunciada em dezembro, no âmbito de uma estratégia focada no aproveitamento dos 860 brigadianos então formados e na priorização de unidades de maior impacto regional.

Relevância

Na avaliação do Palácio Piratini, a posição do 6º Batalhão de Choque também fortalece a capilaridade da atuação das tropas de pronto-emprego, com alto nível de treinamento para execução de tarefas de restauração da ordem pública, controle de distúrbios e, principalmente, ocorrências de grande proporção.

Agora, as operações das seis tropas especializadas poderão cobrir todas as áreas do Estado com maior agilidade e mais eficácia – a estimativa é conseguir realizar deslocamentos para qualquer ponto no Rio Grande do Sul em até uma hora e meia, aproximadamente.

A ideia é de que o trabalho também ganha em qualidade, já que o novo batalhão unifica e padroniza ações de seis unidades: “Isso resulta no fortalecimento de todo o sistema operacional de pronta-resposta e repressão qualificada ao crime organizado, além de melhoria nas atividades de apoio às tropas de policiamento ostensivo e forças táticas”.

O novo batalhão não afetará o auxílio prestado aos Comandos Regionais aos quais os batalhões de choque estavam antes vinculados, conforme destaca a Secretaria da Segurança Pública (SSP):

“Outras vantagens passam pela centralização do planejamento preventivo e de repressão a ações criminosas de grandes proporções, a partir do trabalho integrado de inteligência integrado e coordenação por um comando central, que permite otimizar as atividades logísticas e administrativas da tropa especializada”.

(Marcello Campos)