Segundo inquérito sobre mortes após falta de oxigênio em hospital de Campo Bom é concluído sem indiciamentos

bailey aschimdt
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Investigação apurou 15 óbitos ocorridos posteriormente ao dia da falha. Oito pessoas foram indiciadas no primeiro inquérito, referente às seis mortes que ocorreram no mesmo dia. Hospital Lauro Reus, em Campo Bom
Reprodução/RBS TV
O segundo inquérito que apurou as mortes que ocorreram no Hospital Lauro Reus, em Campo Bom, após uma falha no sistema de distribuição de oxigênio, foi concluído sem indiciamentos, segundo a Polícia Civil. O incidente aconteceu em 19 de março. Seis pessoas morreram nas horas que seguiram a falha.
Outras 15 pessoas que também estavam internadas no hospital da Região Metropolitana de Porto Alegre faleceram nos dias sequentes. A polícia concluiu que a falha pode ter causado os óbitos.
“Esses pacientes perderam o suporte ventilatório por alguns minutos, sendo socorridos posteriormente por dispositivos conhecidos por Ambu, ventilação manual. Essa condição que perdurou por cerca de uma hora pode ter contribuído para os falecimentos, mesmo que em datas diversas”, diz nota divulgada pela Polícia Civil.
No primeiro inquérito, oito pessoas foram responsabilizadas por homicídio culposo. “Por se tratar de fato único, não houve indiciamento no presente feito [segundo inquérito]”, informa a nota.
O primeiro inquérito, já remetido ao Judiciário, ainda está sob análise do Ministério Público, que pediu por novas diligências.
Relembre o caso
Na manhã de 19 de março, uma falha interrompeu a distribuição de oxigênio do Lauro Reus. Seis pacientes de Covid, que faziam uso de suplementação de oxigênio, faleceram ainda pela manhã. O caso foi investigado pela Polícia Civil, pelo Ministério Público e pelo próprio hospital.
Uma CPI também foi instaurada, e concluída com uma série de recomendações ao hospital e demais responsáveis pelo fornecimento de oxigênio.
A investigação da Polícia Civil apontou negligências que contribuíram para a falta de oxigênio, tanto pela diretoria do hospital quanto pela equipe de manutenção da empresa fornecedora.
Na véspera do incidente, o tanque principal já demonstrava que estava com nível baixo. Mesmo após solicitações de reabastecimento, a programação foi mantida para o dia 19.
O oxigênio acabou no início da manhã de 19 de março, e ficou indisponível entre 1h52 a 2h25. Por volta das 7h30, os respiradores começaram a falhar e o hospital iniciou o protocolo de catástrofe, utilizando ventilação manual.
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