Ministério Público do RS pede suspensão da Geral do Grêmio após atos violentos no CT do clube

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Justiça decidirá se torcida organizada será punida por período de 90 dias, ou mais, para identificação de envolvidos em protesto. Brigada Militar dispersa protesto da torcida do Grêmio
Fernando Becker/RBS TV
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) entrou, na quinta-feira (2) na Justiça com pedido de suspensão das atividades da torcida organizada Geral do Grêmio após o protesto que teve atos violentos no CT do clube.
Nesta quinta (2), a direção do time também impediu que a Geral e outras três agremiações (Torcida Jovem, Garra Tricolor e Rasta do Grêmio) utilizem materiais em jogos da equipe. O período de suspensão ainda não foi confirmado.
Conforme nota divulgada no site do MP-RS, até o momento a Geral do Grêmio é a única torcida identificada na confusão que envolveu arremesso de pedras no ônibus dos jogadores e na estrutura do Centro de Treinamentos Presidente Luiz Carvalho, na Zona Norte de Porto Alegre. Caso sejam verificados outros grupos, também serão responsabilizados, diz o órgão.
O pedido foi feito pelo promotor Thales Volcato, da Promotoria do Torcedor, e sugere a suspensão da Geral por no mínimo 90 dias, até que “todos ou a maioria das pessoas envolvidas nos atos criminosos sejam identificados”.
Conforme divulgado pelo Grêmio nesta quinta, pelo menos 12 torcedores foram identificados e serão impedidos de ingressar na Arena. Além do clube, o MP-RS pede que Polícia Civil e Brigada Militar agilizem o processo de encontrar os responsáveis pelos atos de vandalismo.
“Precisamos identificar os envolvidos para buscar a possível responsabilização criminal pelos atos ali praticados, que, em tese, configuram delitos previstos no Estatuto do Torcedor e, também, outros tipos penais”, afirma Volcato.
Nas redes sociais, Geral, Rasta e Torcida Jovem se manifestaram para repudiar os atos de violência e afirmar que foram ao CT Luiz Carvalho com o intuito de protestar de maneira pacífica. E que não identificaram integrantes das torcidas nos atos violentos.
O protesto
Convocado pelas redes sociais na quarta-feira (1º), o protesto de torcedores diante da má fase do Grêmio, na zona de rebaixamento do Brasileirão, virou tumulto após a chegada do ônibus dos jogadores ao centro de treinamentos da equipe.
O veículo foi alvo de pedras e fogos de artifício. Na sequência, houve também arremesso de pedras para dentro da área do CT, com estragos ao patrimônio do clube, e tentativa de invasão.
Eram cerca de 150 torcedores gremistas na Rua João Moreira Maciel, às margens da BR-290, que iniciaram a manifestação com gritos de cobrança a jogadores e dirigentes por meio de faixas. A Brigada Militar esteve no local e dispersou as pessoas quando a confusão começou. Ninguém ficou ferido.
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