Grupo de Trabalho vai discutir a regulamentação do motofrete, mototáxi e a segurança no trânsito de Porto Alegre

bailey aschimdt
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A Secretaria de Mobilidade Urbana de Porto Alegre (SMMU) realizou, nesta sexta-feira (6), a reunião de criação do Grupo de Trabalho (GT) do Motofrete e do Mototáxi. O encontro, com a participação de diversas entidades, ocorreu no auditório da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

O secretário-adjunto de Mobilidade Urbana, Matheus Ayres, que coordenou a reunião, ressaltou a importância da criação do grupo para entender as demandas da categoria. “Escutar para acertar e dialogar com os envolvidos não é apenas uma orientação do governo, mas uma diretriz para a construção das soluções para os problemas da cidade. Neste sentido, a pedido do prefeito Melo e do secretário Záchia (SMMU), iniciamos hoje um grupo de trabalho para tratar da regulamentação dos serviços dos motociclistas, em uma construção coletiva e propositiva para Porto Alegre”, destaca.

Para o presidente do Sindicato dos Motociclista Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindimoto), Valter Ferreira, a regulamentação do serviço e da profissão são essenciais, pois aumentou muito o número de entregadores durante a pandemia. “A concorrência entre as plataformas de teleserviço é algo saudável e quem sai ganhando é a população, mas é necessário regularizar a categoria e padronizar a frota. Antes da pandemia tínhamos 18 mil motofretistas em Porto Alegre, mas agora somos 44 mil trabalhando para atender a população diariamente”, ressaltou Ferreira.

Com a chegada da pandemia, o setor de delivery cresceu, mostrou conveniência e segurança para a população, que criou um novo hábito com a necessidade de comprar sem precisar sair de casa. Mas os índices de sinistros de trânsito com motos preocupam os órgãos de fiscalização. A assessora da Direção-Geral do DetranRS, Sibele Batezini, alertou sobre o alto número de óbitos da categoria e a falta de respeito às normas de circulação e conduta do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). “Um terço das vítimas que acabam vindo a óbito não tem habilitação. Essa é uma realidade que precisamos mudar. Os profissionais da área precisam estar habilitados e de acordo com a legislação”, explicou Batezini.

O gerente de Fiscalização de Transporte da EPTC, Luciano Souto destacou as ações de fiscalização para assim evitar mais vidas perdidas. “No primeiro semestre de 2021, a Operação Duas Rodas flagrou 547 motociclistas sem habilitação. Precisamos sensibilizar estes condutores sobre a importância da percepção de risco e autocuidado no trânsito”, diz Souto.

O objetivo do GT é ajudar os empreendedores e trabalhadores, com respeito à prestação do serviço e a vida dos envolvidos.

Também participaram da reunião com a categoria dos motofretistas representantes da EPTC, da Carris, do Sindicato das Empresas de Tele Serviços e Entregas Rápidas do Rio Grande do Sul – Setser-RS, do Serviço Social do Transporte e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte – Sest Senat e do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores – SindiCFC-RS.

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