Governo antecipa calendário de vacinação de toda a população adulta do RS para 30 de agosto

bailey aschimdt
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Projeção leva em conta 1,703 milhão de doses dos imunizantes enviados pelo Ministério da Saúde este mês. Segundo o Cevs, quantidade é suficiente para primeiras doses de pessoas com 18 anos ou mais. Aplicação de vacina contra a Covid em Porto Alegre
Alex Rocha/PMPA/Divulgação
O governo do estado anunciou, nesta quarta-feira (4), a antecipação do calendário de vacinação contra a Covid-19 para toda a população do Rio Grande do Sul com 18 anos ou mais de 7 de setembro para 30 de agosto.
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Este mês, o governo do RS projeta receber do Ministério da Saúde 1,703 milhão de doses de imunizantes da Pfizer, AstraZeneca e CoronaVac para primeira e segunda doses. Esse quantitativo é suficiente, conforme a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Tani Ranieri, para destinar primeiras doses para toda a população adulta.
“Apesar da expectativa positiva na luta contra a pandemia, ainda precisamos de muitos cuidados, conforme os Avisos emitidos pelo Gabinete de Crise”, diz o governador Eduardo Leite.
Para que seja possível atingir a imunidade coletiva no estado, no entanto, Tani alerta que é necessário vacinar, no mínimo, 70% da população com as duas doses ou dose única, mas de forma homogênea entre municípios e idades.
“O ideal é que o estado atinja 90% de cobertura vacinal”, completa.
Até esta quarta (4), 70% da população acima de 18 anos já haviam recebido ao menos uma dose dos imunizante. Somando à vacina de dose única, este percentual sobe para 73%. Mas ainda faltam ser vacinadas 882.091 pessoas da faixa etária entre 18 e 39 anos.
“O Ministério da Saúde divulgou um informe técnico que nos coloca na segunda posição [atrás do Acre] com o menor percentual ainda não vacinado de primeira dose no país, com 34%. Com a D2, o Rio Grande do Sul é o estado que mais vacinou”, afirma a secretária da Saúde, Arita Bergmann.
A secretária reforça a necessidade de as gestões municipais realizarem busca ativa das pessoas que deixaram de se vacinar quando chegou sua vez.
“Há uma disparidade grande na aplicação das vacinas entre os municípios, porque alguns evoluem por grupo etário sem que toda a população vacinável daquela faixa tenha sido imunizada. Não adianta acelerar até 18 anos se parte da população ficou para trás. É preciso olhar para frente de olho no retrovisor”, salienta.
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