Cremers determina interdição cautelar de médico suspeito de cometer mais de 100 abusos no RS

bailey aschimdt
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Cirurgião plástico Klaus Wietzke Brodbeck está preso desde o dia 17 de julho. Mulheres de diversos estados do Brasil registraram ocorrência contra ele. Klaus Brodbeck foi preso preventivamente em Gramado e transferido para Porto Alegre
Reprodução/RBS TV
O Diário Oficial da União publicou nesta terça-feira (3), a interdição cautelar total e temporária do médico Klaus Wietzke Brodbeck, suspeito de abusar de ao menos 127 mulheres no Rio Grande do Sul. A determinação é do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers).
Segundo o órgão, a decisão foi feita na sessão plenária extraordinária do dia 29 de julho, mas foi publicada em edição do Diário desta terça. O Cremers havia aberto uma sindicância para apurar a conduta do médico.
A medida impede Klaus de exercer a medicina até as investigações do Conselho serem concluídas. Para ter o registro cassado definitivamente, Klaus precisa ser condenado em duas instâncias do Cremers e ainda ter a pena confirmada pelo Conselho Federal em Brasília
Em 20 anos, o cirurgião respondeu a 23 processos disciplinares no Conselho do RS. Em dois deles, foi condenado à cassação do registro, mas ambas as penas foram revertidas pela instância superior na Capital federal.
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A RBS TV entrou em contato com a defesa dele e aguarda retorno. Klaus está preso desde o dia 17 de julho.
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Relembre o caso
Klaus Wietzke Brodbeck é um cirurgião plástico que atende em Porto Alegre. Ele tinha registro profissional ativo desde 1990.
As mulheres que denunciaram são de diversas regiões do Rio Grande do Sul e de outros estados do Brasil, como Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
O homem também é suspeito de manter relações sexuais com uma paciente sedada, após cirurgia. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher apura os crimes de estupro de vulnerável, assédio sexual e importunação sexual. Uma investigação por erro médico também é realizada paralelamente.
Quando a investigação iniciou, 12 casos eram de conhecimento da polícia. O número se multiplicou após a divulgação do inquérito. No dia 13 de julho, policiais foram a dois endereços ligados ao médico e o convocaram para depor.
Brodbeck negou as denúncias em depoimentos.
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