Com menos nascimentos e alta de óbitos, RS atinge menor taxa de crescimento populacional em 2020

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Crescimento vegetativo é o menor da série histórica, iniciada em 2000. Departamento de Economia e Estatística (DEE) do governo do estado atribui índices à pandemia de Covid-19. Pandemia é uma das responsáveis pela alta de óbitos, diz pesquisador
O Rio Grande do Sul registrou menos nascimentos e mais óbitos em 2020, o que fez com que atingisse a mais baixa taxa de crescimento vegetativo da série histórica. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (2) pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG).
De acordo com Pedro Zuanazzi, pesquisador do DEE, os índices são resultado, em parte, da pandemia de Covid-19. Veja vídeo acima
“Quanto aos óbitos, nós tivemos o maior valor, de 92,7 mil, a primeira vez acima dos 90 mil. Nós esperávamos um aumento porque temos uma população cada vez mais envelhecida, mas a pandemia aumentou o número de óbitos. Estima-se que a morte por causas naturais tenha sido 10% acima do que seria o esperado”, relata.
Ele explica que, no ano passado, foram 130,7 mil nascimentos registrados no estado contra 92,7 mil mortes. O resultado é o que se chama de crescimento vegetativo, ou seja, 38,1 mil habitantes, uma taxa de 0,33%.
O patamar de 2020 é ainda mais baixo do que o registrado em 2019 (0,40%) e em 2018 (0,45%), que eram as mínimas até então. A série histórica começou em 2000.
RS fecha 2019 com aumento na expectativa de vida
Apesar da pouca diferença em relação aos dados de 2019, o material do estudo mostra uma tendência contínua de envelhecimento da população residente no estado, taxas cada vez mais baixas de crescimento vegetativo e redução no número de jovens nas cidades.
Público circula por ruas de Porto Alegre
Reprodução/RBS TV
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