4 a cada 10 restaurantes registraram prejuízo em julho no RS, aponta pesquisa da Abrasel

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Levantamento mostra que o período teve o menor índice de estabelecimentos operando no negativo, desde o começo do ano.
Uma pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no Rio Grande do Sul, divulgada na quarta-feira (1º), aponta que 40%, ou seja, quatro a cada 10 restaurantes, seguem operando no vermelho no estado. Apesar disso, julho registrou o menor índice, desde o começo do ano, de estabelecimentos do setor que tiveram prejuízo no fechamento de mês.
De acordo com o levantamento, as últimas flexibilizações das regras para funcionamento dos espaços durante a pandemia, por parte de prefeituras e do governo do estado, permitiram a melhora na situação econômica de algumas empresas. Apesar disso, a Abrasel informou que “o setor já está muito endividado e o cenário segue preocupante. Ficar por mais tempo operando com prejuízo significa que mais estabelecimentos podem fechar as portas em definitivo”.
Durante o mês de julho, quase metade dos bares e restaurantes conseguiram equilibrar as contas (37%) e cerca de um quarto (23%) obtiveram lucro. Mas 8% dos estabelecimentos não conseguiram pagar integralmente os salários em agosto, índice menor do que a média nacional, que foi o dobro (16%).
Metade dos estabelecimentos está com pagamentos em atraso (48%, sendo que a média nacional é de 54%), taxa menor que a do mês de junho, que era de 55% e que já atingiu 85,7% em fevereiro. A pesquisa mostra que 98% dos bares e restaurantes no Rio Grande do Sul têm algum empréstimo contratado. Desses, 24% possuem ao menos uma parcela em atraso.
Otimismo em meio à crise
Empresária de Porto Alegre espera fechar ano com as contas equilibradas
Maria Fernanda Tartoni, proprietária de um restaurante em Porto Alegre, faz parte de um grupo de empresários do ramo que vê com otimismo a possibilidade de equilibrar as contas até o final do ano, depois de passados quase 17 meses do início da pandemia no Brasil.
“Quem chegou até aqui está em um momento de inflexão. É um momento bem crucial. Antes, a gente estava muito desanimado, pois, por mais que a gente se esforçasse, a gente não conseguia trazer as pessoas porque estávamos de portas fechadas, ou trabalhando de forma muito reduzida. Agora, a gente está buscando aquele último gás. Agora vai”, conta.
Em junho, o índice de estabelecimentos comerciais no prejuízo chegou a 50%, sendo que o percentual era de 85% em março.
“Agora, não é só o governo, o poder público, que vai resolver o nosso problema. A gente está com as mangas arregaçadas já há bastante tempo, mas precisaremos fazer um pouco mais para trazer as pessoas se volta”, relata Maria.
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