O STF começa a julgar nesta quarta a ação de reintegração de posse movida pelo governo de Santa Catarina contra o povo Xokleng, referente à Terra Indígena Ibirama-Laklãnõ, onde também vivem índios Guarani e Kaingang.

Essa discussão levou movimentos indígenas a montarem um acampamento em Brasília, com cerca de 6.000 índios, para tentar pressionar a Corte, uma vez que a decisão dos magistrados tende a servir de diretriz para outras decisões no país.

Vindos de todas as regiões do país, cerca de 6 mil indígenas, de mais de 170 povos, estão mobilizados na capital federal, pela garantia de seus direitos originários e contra o marco temporal, nesta que tem sido a maior mobilização indígena pós-constituinte.

“Além disso, os povos também denunciam os projetos anti-indígenas em trâmite no Congresso Nacional e o agravamento das violências contra os povos originários dentro e fora dos territórios tradicionais”, diz o movimento.