A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta quinta-feira, 12, dois milicianos acusados de serem ligados ao Escritório do Crime, grupo de assassinos de aluguel que mata sob encomenda e que era chefiado pelo capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, morto em 2020 em uma operação policial na Bahia. Edmilson Gomes Menezes, o Macaquinho, e Leonardo Luccas Pereira, o Leléo, lideravam os morros do Campinho, Fubá, Jordão, Barão, Divino e Chacrinha – comunidades na Zona Oeste e Norte da capital. 

Os dois nomes surgiram no inquérito da federalização das investigações da morte da vereadora Marielle Franco. Em uma gravação apreendida no celular do ex-vereador Marcello Siciliano pela Polícia Federal em 2019, o interlocutor que conversa com o político é Jorge Alberto Moreth, o Beto Bomba, miliciano de Rio das Pedras que apontou ambos como supostos executores da parlamentar no atentado ocorrido em março de 2018. As investigações das autoridades fluminenses, no entanto, apontaram para outra conclusão: quem teria executado a emboscada seriam o PM reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio de Queiroz. Ambos são réus, estão presos em penitenciárias federais diferentes desde dezembro do ano passado e vão a júri popular – ainda sem data marcada. 

Trecho do inquérito em que miliciano aponta a vereador os nomes Macaquinho, Mad e Leléo como executores do atentado contra Marielle– PGR/Reprodução

Em depoimento prestado ao Ministério Público Federal, Orlando da Curicica, outro miliciano, também indicou a participação de Macaquinho e Leléo no Escritório do Crime.

VEJA revelou, em novembro do ano passado, que Macaquinho estaria planejando um atentado contra a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ). As ameaças fizeram com que a congressista deixasse o Rio de Janeiro e passasse a andar sob escolta da Polícia Legislativa. Um inquérito, ainda sem conclusão, foi aberto na polícia fluminense para investigar o caso, e houve busca e apreensão em uma unidade prisional da capital. 

Segundo a polícia, participaram da ação que prendeu Macaquinho e Leléo agentes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE); da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO); Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE); Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) e Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM).

Cartaz do Portal Procurados mostra o miliciano Leléo, preso hojeDisque Denúncia/Reprodução