Levantamento realizado por um grupo nacional de pesquisadores apontou Porto Alegre como a capital que melhor lidou com os protocolos de prevenção à Covid-19, entre aquelas onde o retorno das aulas presenciais já está estabelecido. Pelo levantamento, o melhor índice absoluto é de Palmas (TO), onde as aulas presenciais ainda não haviam retornado. Em um índice de 0 a 100, Porto Alegre obteve pontuação 73, enquanto a capital do Tocantins ficou com 74. As aulas presenciais na capital gaúcha foram retomadas em 29 de abril, de forma escalonada, de acordo com as etapas de aprendizado, num processo concluído em 7 de junho, com uma estratégia de distanciamento que permite atender 100% dos alunos, de forma presencial.

O grupo que coordenou o levantamento é ligado à Rede de Pesquisa Solidária, que articula instituições acadêmicas públicas e privadas. Foi feita uma rigorosa análise sobre as providências adotadas pelas três esferas de governo, desde o início deste ano. Os indicadores analisados foram transporte, distanciamento, higiene, ensino remoto, máscaras, ventilação, imunização e testagem. “Esse resultado, aliado aos números apurados pelo nosso Comitê de Operações de Emergência em Saúde, só vem a comprovar que a nossa estratégia foi adequada para o momento que enfrentamos”, afirmou a secretária da Smed, Janaina Audino, ao comentar a pesquisa.

O secretário extraordinário do enfrentamento à Covid-19, Cesar Sulzbach, também considerou o resultado muito bom. ” Demonstra que o planejamento e o diálogo com as áreas técnicas da educação e saúde permitiram que fossem editadas normativas adequadas e possíveis de serem observadas pela comunidade escolar, sempre com o objetivo de proteção da pessoa”, avaliou.

O grupo de pesquisa avaliou decretos, portarias e outros documentos oficiais editados pelos órgãos públicos das três esferas de governo, atribuindo notas às medidas vinculadas a essas oito áreas. O resultado foi a criação do chamado Índice de Segurança do Retorno às Aulas Presenciais (Israp). O índice varia de 0 a 100 – quanto maior a nota, mais próximo o gestor público está das recomendações da Organização Mundial de Saúde e de autoridades de Saúde da Europa e Estados Unidos. Foram analisadas políticas públicas divulgadas até o dia 21 de junho. Na média, as prefeituras se saíram melhor do que os estados e a União.

“Nós sabemos que a perfeição, nesse tipo de situação, é difícil de ser alcançada, devido ao cenário pandêmico, mas continuamos trabalhando para melhorar ainda mais nossos indicadores, porque isso vai significar que estaremos protegendo melhor os estudantes e os profissionais de educação”, finalizou a titular da Smed.