A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (24), a Operação Alfarrábio com o objetivo de combater o “Golpe dos Nudes” no Rio Grande do Sul.

Foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão nas cidades de Alvorada, Canoas, Viamão, Erechim e Charqueadas, incluindo a Penitenciária Estadual do Jacuí, a Penitenciária Estadual de Canoas III e a Colônia Penal Agrícola.

Seis criminosos foram presos. Os policiais apreenderam diversos cadernos com anotações sobre o golpe, telefones celulares, entre outros objetos.

Segundo a polícia, detentos, mediante anotações em cadernos, mantinham informações de vítimas e textos de roteiros sobre o que falar a elas quando se passavam por policiais.

“Diante dos contundentes dados obtidos, aprofundaram-se as investigações, observando-se que a grande maioria dos golpes relacionados à extorsão sexual tem origem em casas prisionais, com o fundamental auxílio de partícipes dos crimes que recebem os valores que as vítimas pagam, seja para se livrar de suposta acusação do crime de pedofilia, seja para que a foto da vítima não seja compartilhada para familiares e amigos”, afirmou a Polícia Civil.

“As investigações prosseguem e, ao final do inquérito policial, os suspeitos poderão ser indiciados pelos crimes de extorsão e associação criminosa, de acordo com suas participações nos fatos apurados”, completou a corporação.

O “Golpe dos Nudes”

O crime conhecido como “Golpe dos Nudes” começa com o envio às vítimas de solicitações de amizade por redes sociais de mulheres jovens e atraentes para homens, geralmente de meia idade. Em um segundo momento, via Whatsapp, os criminosos compartilham fotos íntimas, que serão utilizadas na extorsão.

A vítima, então, passa a receber ligações dos supostos pais da menina e/ou de falsos policiais civis (agentes e delegados de polícia), que a acusam de pedofilia, sob a alegação de que as fotos são de uma criança ou adolescente. Na extorsão, os ditos “familiares” exigem valores para não denunciarem a vítima à polícia ou, identificando-se como delegados, a exigência é para arquivar os supostos inquéritos.

Os golpistas, em alguns casos, reproduzem o ambiente de uma Delegacia de Polícia, com banners, camisetas, armas e insígnias da Polícia Civil, todas falsas, com o intuito de dar veracidade ao golpe e conseguir extorquir o valor exigido das vítimas.