Nos bastidores da cúpula do Centrão que está no governo do presidente Jair Bolsonaro, a conversa sobre os atos do 7 de Setembro giram em torno do silêncio das Forças Armadas sobre as manifestações quando o presidente radicalizou o discurso contra o Supremo Tribunal Federal. A leitura é de que os atos foram permitidos pelos militares. O presidente do Supremo, ministro Luiz Fux, chegou a citar as Forças Armadas em seu discurso nesta quarta-feira, 8, ao falar do trabalho em tempo real das forças para manter a segurança das manifestações. 

O silêncio dos militares foi seguido de outro: o do presidente da Câmara, Arthur Lira, em seu pronunciamento sobre a radicalização do discurso de Bolsonaro. Lira não falou nada, nem insinuou nada, sobre as dezenas de processos de impeachment que estão na sua gaveta. Falou apenas que o palanque virtual começou a afetar o dia a dia do brasileiro e que quer seguir votando na Câmara o que é de interesse público. Na prática, vai votar a pauta do governo.