O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, resolveu pedir vistas no processo que define o edital  para o leilão do 5G alegando que queria estudar o parecer da área técnica, que não foi inteiramente acatado pelo relator do caso. Basicamente, a área técnica coloca em dúvidas a rede privativa que o governo Bolsonaro quer fazer. A pressão do ministro das Comunicações, Fábio Faria, que não quer ver atraso no leilão do 5G, foi imensa. O então recém-chegado ministro Jorge Oliveira, indicação de Bolsonaro ao cargo, liderou o movimento que atropelou Cedraz. Em vez dos 60 dias de vistas, como queria Cedraz, o Plenário deu  apenas 7 dias para o ministro apresentar seu voto.  Mas o movimento está sendo descrito por três fontes que acompanham o TCU como algo nunca visto no tribunal.

Jorge Oliveira fez uma jogada arriscada já que vive pedindo a Cedraz que adie o julgamento do processo que analisa possíveis irregularidades do Orçamento, em que o governo reduziu verbas obrigatórias para ajustar emendas parlamentares. Cedraz é o relator do caso que está sendo chamado de Orçamento secreto.