O ministro da Justiça, Anderson Torres, pediu para estar na live em que Jair Bolsonaro lançou ataques contra a urna eletrônica por que queria “ganhar visibilidade”, diz um colega de governo. O ministro sonha em disputar o Senado em 2022.

A participação, no entanto, acabou em dor de cabeça. Além de ter que prestar depoimento à Polícia Federal, Torres entrou na mira do TSE, que pode negar o registro de candidatura a ele se considerar que o ministro, a exemplo de Bolsonaro, cometeu crime ao atacar a integridade do sistema eleitoral.

No STF, onde deveria ser o interlocutor do governo, Torres também está queimado. Os ministros da Corte consideraram um grave erro a participação do chefe da Justiça no carnaval político de Bolsonaro contra o Judiciário.