O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou o médico cardiologista Nabil Ghorayeb, 74 anos, pelo crime de importunação sexual contra a filha de uma de suas pacientes. De acordo com o Código do Processo Penal (CPP), a prática pode resultar em uma pena que vai de um a cinco anos de prisão e é descrito como “ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro” sem anuência. A decisão é do promotor Osias Daudt.

Com especialidade em medicina esportiva, Ghorayeb tem uma longa trajetória profissional ligada ao HCor e ao Instituto Dante Pazzanese. As primeiras denúncias contra o médico vieram à tona no final de maio. Na época, em comum acordo com Ghorayeb, o HCor o afastou de suas funções no hospital. Até agora, oito mulheres já protocolaram queixas do tipo. O médico nega todas as acusações.

O comportamento de Ghorayeb já foi objeto de uma sindicância no Conselho Regional de Medicina de São Paulo após uma denúncia de  uma paciente, que o acusou de tentar beijá-la à força na boca durante uma consulta. O caso teria ocorrido dentro do HCor em 2002 e foi notificado pelo advogado da vítima ao Conselho de Ética Médica do hospital. A sindicância do Cremesp acabou sendo arquivada. Questionada por VEJA na época do afastamento do médico pelo HCor se já havia sido feita alguma investigação interna a respeito de Ghorayeb, a assessoria de imprensa do hospital enviou nota à redação afirmando que “não há na Ouvidoria do hospital manifestações, referentes a assédio, praticados pelo médico na instituição”.