SÃO PAULO – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a subir nas simulações de primeiro e segundo turnos para a disputa pelo Palácio do Planalto em 2022 e ampliou a vantagem sobre seus potenciais adversários no pleito. É o que mostra nova rodada da pesquisa XP/Ipespe, divulgada nesta terça-feira (17).

Segundo o levantamento, Lula atingiu a marca de 40% das intenções de voto em uma das simulações de primeiro turno – uma oscilação positiva de 2 pontos percentuais em comparação com os registros de julho – e ampliou de 12 para 16 pontos a vantagem sobre o segundo colocado, o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Com o movimento, o líder petista dá continuidade a uma trajetória de crescimento que já dura cinco meses, desde que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu anular todas as suas condenações pela Justiça Federal no Paraná relacionadas às investigações da Operação Lava Jato.

Já Bolsonaro tem 24% das intenções de voto nesta simulação – oscilação negativa de 2 pontos percentuais ante julho. Na sequência, aparecem os ex-ministros Ciro Gomes (PDT), com 10%, e Sérgio Moro (sem partido), com 9%. Completando a lista dos possíveis candidatos que pontuaram, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, têm 4% cada.

A pesquisa XP/Ipespe contou com 1.000 entrevistas telefônicas, realizadas por operadores com eleitores de todo o país em amostra proporcional à população nacional. A margem máxima de erro é de 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

Em outra simulação estimulada de primeiro turno (quando o eleitor escolhe seu candidato entre opções apresentadas pelo entrevistador), Lula lidera com 37% das intenções de voto – 9 pontos percentuais a mais que Bolsonaro. No segundo pelotão, Ciro Gomes tem 11% e é seguido por três candidatos numericamente empatados.

O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM) aparece com 5% das intenções de voto, juntamente com João Doria (PSDB), governador de São Paulo, e o apresentador José Luiz Datena (PSL). Também pontua na pesquisa Rodrigo Pacheco (DEM), presidente do Senado Federal, que pode migrar para o PSD de Gilberto Kassab para participar do pleito. Como este cenário sofreu alteração dos nomes testados, não é possível fazer comparação do comportamento dos candidatos na série histórica.

Já no cenário espontâneo (quando o eleitor aponta seu candidato sem que nomes sejam apresentados pelo entrevistador), Lula foi de 25% para 28%, enquanto Bolsonaro manteve 22%. Outros candidatos juntos atingiram 6% das intenções de voto, enquanto 33% dos eleitores não souberam responder e 11% manifestaram intenção em votar em branco ou anular o voto.

Geralmente a pesquisa de voto espontânea mostra maior convicção do eleitor sobre seu candidato – ou seja, uma cristalização do apoio. Mas, dada a distância para o primeiro turno (quase 14 meses) e a incerteza acerca das candidaturas e da própria conjuntura até o pleito, os resultados precisam ser tratados com ressalva.

Segundo turno

Foram feitas nove simulações de segundo turno. O ex-presidente Lula aparece em quatro delas, superando seus adversários com vantagem superior ao limite da margem de erro. Contra Bolsonaro, a diferença, que era de 14 pontos em julho, agora é de 19 p.p. a favor do petista.

Também cresceu a vantagem de Lula contra Moro. O petista aparece com 49% das intenções de voto, contra 34% do ex-juiz. Quatro meses atrás, a diferença era de 5 p.p., o que configurava empate técnico. Moro chegou a liderar a disputa em três pesquisas realizadas no ano passado.

Lula também derrotaria Ciro Gomes (49% a 31%) e Eduardo Leite (51% a 22%). Em todos os casos o petista melhorou sua pontuação, ainda que dentro da margem de erro.

Além do cenário contra Lula, o nome de Bolsonaro é testado contra cinco potenciais adversários. O presidente aparece numericamente atrás em todas as simulações – inclusive que Doria (35% a 37%) e Leite (33% a 35%), que ele apresentava pontuação ligeiramente superior, embora em situação de empate técnico. Bolsonaro empatava com Mandetta, mas agora aparece atrás por 4 pontos percentuais (38% a 34%).

Bolsonaro seria derrotado por Ciro Gomes no segundo turno. A edição de agosto da pesquisa mostra o pedetista com 44% das intenções de voto – 12 p.p. a mais que o atual presidente. Dois meses atrás, a diferença era de 4 pontos, o que configurava empate técnico.

Na disputa contra Sergio Moro, Bolsonaro aparece numericamente atrás, com diferença de 6 pontos percentuais: 36% a 30%, situação que configura empate técnico, mas mostra maior crescimento da vantagem do ex-juiz. Em junho, os dois tinham 32% das intenções de voto.

Rejeição

A pesquisa XP/Ipespe também mostra elevada rejeição ao nome de Bolsonaro. Segundo o levantamento, 61% não votariam “de jeito nenhum” no atual presidente, enquanto 10% dizem que “poderiam votar” e 23% votariam “com certeza”. Já no caso de Lula, a rejeição é de 45%, enquanto 38% manifestam voto convicto. Outros 17% dizem que “poderiam votar” nele.

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