Em 2018, o MPF desmontou uma rede de fake news criada pelo PT para alimentar as redes sociais com conteúdos forjados de apoio aos nomes do partido, então fustigados pelas descobertas da Lava-Jato sobre a roubalheira na Petrobras.

Contratados por uma agência de publicidade do candidato petista Miguel Correia, influenciadores digitais usavam perfis pessoais para propagar elogios a Lula — já preso por ordem de Sergio Moro — e a pelo menos uma dúzia de petistas que disputariam as eleições naquele ano.

O esquema, realizado a partir do aplicativo “Brasil feliz de novo” teria movimentado 250.000 reais e só ruiu porque a agência de publicidade do petista deu o calote nos influenciadores, que acabaram denunciando o esquema de elogios fake.

Nesta semana, o TSE finalmente começou a julgar o caso, chegando a formar maioria pela condenação do petista Miguel Correa por abuso de poder econômico. E veja que ironia. O relator do processo que avançou para condenar o petista é Alexandre de Moraes, o inimigo numero um do bolsonarismo.

Votando para condenar um petista, Moraes poderia ficar menos queimado na foto com os raivosos bolsonaristas do 7 de setembro, certo? Nada disso. O ministro também julgará o financiamento ilegal da campanha de Jair Bolsonaro nas redes sociais. O duro voto contra os petistas é, portanto, apenas uma demonstração do que virá para o lado de Bolsonaro e afins.

Para Moraes, Correa, que disputava o Senado, deve ser condenado e declarado inelegível justamente por ter desequilibrado as eleições de 2018 com o esquema ilegal de impulsionamento dos candidatos petistas. “Para o ministro, o caso, embora seja relativo às eleições de 2018, poderá servir de baliza para evitar abusos no pleito de 2022”, registra o TSE.

Significa? Sim. Significa.