O carnaval dos tanques de guerra na semana passada levou integrantes da cúpula do Exército a voltarem a discutir a necessidade de realizar uma pesquisa para medir o impacto do estrago institucional provocado pelo governo de Jair Bolsonaro na imagem da caserna.

Há alguns anos, o Exército era uma instituição com 80% de aprovação. Com a chegada de Bolsonaro ao Planalto e o uso político da imagem dos militares elevado a patamares nunca vistos na redemocratização, essa avaliação positiva sofreu abalos.

É para mapear o tamanho do estrago, já sinalizado internamente pela inteligência do Exército, que uma pesquisa pode ser contratada. As Forças Armadas já realizam internamente seus próprios monitoramentos de rede para identificar crises de imagem. A pesquisa mais ampla, segundo um interlocutor do comandante Paulo Sérgio, seria uma forma de obter uma fotografia mais qualificada do problema.