O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Lloyd J. Austin III, mandou seis companhias aéreas fornecerem aviões comerciais para ajudar na operação militar de evacuação  de americanos e aliados afegãos de Cabul. A ordem foi dada por Austin neste domingo, 22, por meio de comunicado divulgado pelo Pentágono. A força-tarefa vai contar com 18 aeronaves: quatro da United Airlines; três de cada da American Airlines, Atlas Air, Delta Air Lines e Omni Air; e dois da Hawaiian Airlines.

O capitão John Perkins, porta-voz do Comando de Transporte dos militares, disse no domingo que os aviões comerciais começariam o serviço na segunda ou terça-feira e que transportariam os refugiados do Oriente Médio para a Europa – de lá eles seriam levados aos Estados Unidos.

Ainda segundo Perkins, os aviões solicitados são de grande porte e para viagens longas, capazes de transportar centenas de passageiros. O oficial afirmou também que quando à ajuda começaram com as companhias aéreas na semana passada e que algumas delas ofereceram aviões para a evacuação. Mas, ele acrescentou, a demanda foi grande o suficiente para Austin solicitar mais companhias aéreas para honrar suas obrigações no programa de frota de reserva.

Apesar do reforço, os aviões com civis não voariam para dentro ou fora de Cabul. Por questões de segurança, essas aeronaves só vão fazer o transporte de passageiros que estão chegando às bases dos EUA no Bahrein, Catar e nos Emirados Árabes Unidos. Segundo o governo americano, essas bases estão ficando lotadas rapidamente por conta da pressa do presidente Joe Biden de aumentar o número de voos que saem do Afeganistão – o principal receio é que o Talibã pratique represálias.

“Como uma companhia aérea global e transportadora de bandeira de nosso país, assumimos a responsabilidade de responder rapidamente a desafios internacionais como este”, disse Scott Kirby, presidente-executivo da United Airlines. “É um dever que assumimos com o máximo cuidado e coordenação”, acrescentou.