A Eletronuclear abriu na semana passada processo para a contratação de funcionários do grupo Eletrobrás. 

O processo anunciado na última terça-feira é exclusivo para funcionários de empresas como Furnas, Eletronorte e Eletrosul. 

Essas companhias integram a parte da Eletrobrás que será privatizada, conforme determina lei aprovada em junho pela Câmara dos Deputados.

A Eletronuclear, que opera, por exemplo, as usinas de Angra 1 e 2 e constrói Angra 3, ficou de fora do escopo da privatização. Ela, que integrava o guarda-chuva da Eletrobrás, foi desmembrada justamente para não entrar na venda da companhia de energia. 

As empresas do grupo Eletrobrás são conhecidas como cabides de emprego para apadrinhados políticos do governo e aliados. A privatização, segundo pessoas que acompanham o setor, pode extinguir esses postos. 

Um interlocutor de um alto funcionário da Eletronuclear contou à coluna que o processo seletivo aberto na estatal para receber funcionários das empresas que serão privatizadas foi uma forma que o governo encontrou de preservar apadrinhados políticos que correm o risco de perderem suas bocadas.