SÃO PAULO – A volta do feriado nesta quarta-feira (8) é marcada também por diversas recomendações no noticiário corporativo.

O Credit Suisse assumiu a cobertura para as ações da WEG (WEGE3) com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) – ante underperform (desempenho abaixo da média do mercado), com preço-alvo passando de R$ 9,25 para R$ 46.

O Itaú BBA também iniciou a cobertura para as ações da Armac (ARML3), locadora de equipamentos para agronegócio, mineração e infraestrutura, com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 28 para 2022. “Mesmo após o desempenho expressivo das ações desde a estreia das ações [em 28 de julho], o nosso preço-alvo implica um potencial de alta de 34%”, apontam os analistas.

O banco também iniciou a cobertura para as ações da ClearSale (CLSA3) com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 39,10 por papel, o que corresponde a um potencial de alta de 41% em relação ao fechamento de segunda; o Bank of America também iniciou cobertura para os papéis CLSA3. O BBA também reiterou recomendação outperform para Track&Field (TFCO4), atualizando o preço-alvo de R$ 14 para 2021 para R$ 18 em 2022.

Já na segunda, a Brisanet (BRIT3) teve a recomendação iniciada pelo Bradesco BBI com recomendação também equivalente à compra. Confira as principais teses de investimentos abaixo:

WEG (WEGE3)

Os analistas Daniel Gasparete e Pedro Hajnal, do Credit Suisse, assumiram a cobertura para as ações da WEG com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) – ante underperform (desempenho abaixo da média do mercado), com preço-alvo passando de R$ 9,25 para R$ 46, ou um potencial de alta de cerca de 30% em relação ao fechamento de segunda. Eles destacam a companhia como um dos cases de crescimento mais sólidos e eficientes.

O Credit aponta que a tese é baseada na excelência em execução e na cultura de inovação da WEG em conjunto com as diversas verticais de expansão.

Para Gasparete e Hajnal, a empresa está bem posicionada para se beneficiar de temas relevantes, com os analistas esperando uma taxa de crescimento composta anual (CAGR) de vendas em 5 anos de aproximadamente 15% por meio desses temas, expectativa acima do consenso.

Eles ainda apontam que, em 2020, mercado parece ter subestimado os resultado da empresa, que conseguiu entregar números quase o dobro do inicialmente esperado.

O consenso do mercado para os lucros entre os anos de 2022 e 2023 tem aumentado, mas os analistas avaliam que ainda há espaço para revisões adicionais. A visão mais otimista está baseada em: i) potencial significativo de crescimento nos mercados internacionais por meio da recuperação econômica e ganhos de participação de mercado; ii) espaço para expandir o mercado de energia renovável (no Brasil ou no exterior); iii) equipamentos para investimentos consideráveis em saneamento no país e iv) forte crescimento de novas verticais de negócios, como mobilidade elétrica e indústria 4.0.

Olhando para frente, os analistas não veem um risco de de-rating (ou desvalorização), já que a WEG deve continuar apresentando forte crescimento de lucros – os analistas assumiram um crescimento de receita de 15-20% que deve levar a uma alavancagem operacional – e altos retornos (ROIC deve permanecer acima dos níveis de 20%).

Além disso, o papel registrou uma alta superior ao do Ibovespa em todas as crises na última década e a baixa correlaçao (10Yr R² de apenas 8%) seja em funçao da execuçao de alta qualidade e grande exposiçao aos mercados internacionais (55% da receita).

Armac (ARML3)

O Itaú BBA iniciou a cobertura das ações da Armac (ARML3) com recomendação outperform (performance acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 28 para 2022.

“Mesmo após o desempenho expressivo das ações desde a estreia das ações [em 28 de julho], o nosso preço-alvo implica um potencial de alta de 34%”, apontam os analistas.

A avaliação é que a companhia possui um modelo de negócios “diferenciado”, que combina competitividade e integração da cadeia de valor, o que permite à Armac extrair totalmente o valor presente líquido potencial de cada ativo e construir barreiras de entrada.

“A Armac ainda está apenas arranhando a superfície do grande mercado potencial inexplorado para seu negócio principal de aluguel. Esperamos que o impulso positivo dos lucros continue e somos construtivos nas perspectivas de longo prazo, com projeção de crescimento robusto à frente”, escreve o time de análise, em relatório.

O Itaú BBA prevê rentabilidade e retornos sólidos e não espera que o endividamento seja um problema para a companhia.

ClearSale (CLSA3)

O Itaú BBA iniciou a cobertura das ações da ClearSale, empresa de soluções antifraude para setores como e-commerce, vendas diretas e telecomunicações. O banco tem recomendação outperform e preço-alvo de R$ 39,10 para 2022, o que corresponde a um potencial de alta de 41% em relação ao fechamento de segunda.

“A ClearSale é a solução anti-fraude líder para e-commerce no Brasil e vemos a companhia com grande vantagem na América Latina, considerando que já foi bem-sucedida em um país com desafios de prevenção de fraude muito mais complexos do que outros”, escrevem os analistas.

Na avaliação do banco, a companhia está bem posicionada para capturar tendências positivas de suas outras soluções em pontuação de crédito e onboarding digital, aproveitando uma larga base de dados exclusivos, que foi criada nos últimos 20 anos usando informações transacionais no e-commerce brasileiro.

Ainda de acordo com o Itaú BBA, o mercado anti-fraude deve crescer em um patamar de dois dígitos e a região da América Latina oferece grandes oportunidades de crescimento. Os analistas destacam também a possibilidade de expansão internacional e integração digital, que tendem a ampliar receitas, considerando ventos favoráveis da penetração e digitalização do e-commerce.

O Bank of America também iniciou cobertura com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 35, ou potencial de alta de 26,5% frente o fechamento de segunda.

Os analistas do banco avaliam que a ClearSale oferece uma oportunidade para os investidores participarem de: 1) um mercado grande e em crescimento; 2) as taxas de aprovação mais altas e as taxas de declínio mais baixas do setor, 3) uma carteira de clientes estelar com relacionamentos de longo prazo em varejo, serviços financeiros, telecomunicações e vendas diretas, 4) plataforma de integração mais completa (identidade fraude); 5) squads focados em ganhos de eficiência e escalabilidade; 6) forte crescimento da receita e lucro líquido, e 7) expansão internacional atraente e oportunidades de vendas cruzadas.

Brisanet (BRIT3)

Na segunda-feira, o Bradesco BBI iniciou a cobertura da Brisanet com recomendação de compra e preço-alvo para final de 2022 de R$ 17 por ação, um valor cerca de 40% acima do fechamento de segunda-feira.

Os analistas destacam que a Brisanet é o maior ISP (provedor de serviços de Internet) no Brasil e está focado principalmente no Nordeste, onde a empresa já tem uma presença muito forte, com cerca de 14% do total de acessos na região, perdendo apenas para a Oi (OIBR3; com 16% de participação), líder no segmento de fibras.

“O sólido histórico e execução da Brisanet estão entre seus principais diferenciais em relação a outros players, pois a empresa vem continuamente ganhando espaço na região Nordeste. A empresa expandiu consistentemente sua participação de mercado nesta região no passado recente, com a participação de mercado aumentando de menos de 3% em 2016 para os atuais 14%”, apontam os analistas do BBI.

Além disso, eles destacam que a Brisanet é provavelmente mais eficiente do que seus pares atuais, com capex por residências conectadas (HCs) em cerca de 50-60% inferior aos seus pares maiores, devido a sua abordagem mais
“cirúrgica” para implantação de capex.

Além disso, de modo particular no Nordeste, a penetração da banda larga é relativamente baixa em comparação com o resto do Brasil, com penetração de apenas 29% em residências, versus 61% no restante do país, excluindo o Nordeste.

Assim, eles veem um mercado amplamente pouco penetrado que deve permitir que a empresa continue a crescer em
ritmo acelerado nos próximos anos. “Estimamos 1,6 milhão de HCs adicionais de 2021 a 2024, em comparação com os 737 mil que a empresa possui atualmente”, apontam.

Embora a empresa tenha crescido apenas com a expansão orgânica e a expansão inorgânica não faça parte da estratégia, o BBI ainda vê que a empresa poderia se beneficiar desta alta fragmentação do mercado (os 4 principais players detêm 51% dos acessos) através do seu modelo de franquia (Agility) – no qual fornece a infraestrutura necessária para ISPs regionais menores, em última análise, sendo uma estratégia ganha-ganha para ambos os lados.

Track & Field (TFCO4)

O Itaú BBA publicou uma atualizou sobre a ação da Track & Field, mantendo a recomendação como outperform. O banco destaca que a empresa varejista vem tendo desempenho acima daquele de outros atores do mercado, o que vem chamando a atenção do mercado.

Segundo os analistas, a marca é uma das poucas que ganhar participação de mercado entre 2017 e 2020, o que fortalece a posição da empresa. Mas diz que a dinâmica de participação de mercado também ressalta o espaço competitivo mais complexo, o que fortalece marcas como Nike e Under Armour, operadas por empresas locais no Brasil atualmente.

O banco atualizou o preço-alvo dos R$ 14 para 2021 a R$ 18 para 2022.

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