Depois de reuniões pouco produtivas e brigas entre os senadores do chamado G7, a CPI da Pandemia dará início a mais uma semana de depoimentos nesta terça-feira, em clima de fim de festa.

O grupo majoritário da comissão tem lidado com insatisfações internas diante de tantas frentes abertas contra o presidente Jair Bolsonaro, o que sacramentou a antecipação do fim da CPI para o mês que vem.

A escalação desta semana demonstra a crise de irrelevância que tem atingido a comissão, instalada há quase quatro meses. Na terça, os senadores vão interrogar Emanuel Catori, um dos sócios da farmacêutica Belcher; na quarta, Roberto Pereira Ramos Júnior, presidente do FIB Bank; e na quinta, Francisco Araújo, ex-secretário de Saúde do Distrito Federal.

Catori foi convocado para explicar detalhes da negociação da venda da vacina chinesa Convidecia, do laboratório Cansino, por intermediação da Belcher. O empresário já participou de lives com os bolsonaristas Luciano Hang e Carlos Wizard.

Já o depoente de quarta, Roberto Pereira, é sócio do banco que teria emitido uma carta de fiança irregular apresentada pelo Precisa Medicamentos ao Ministério da Saúde, na negociação da vacina indiana Covaxin.

Na quinta, Francisco Araújo, que foi preso na operação Falso Negativo, deverá ser questionado sobre o esquema de corrupção que teria sido montado na secretaria para a compra de testes rápidos da Coivd-19.