Embora seja o epicentro da variante Delta no país, o Rio de Janeiro se mantém na bandeira amarela, ou seja, em baixo risco da doença. A 44ª edição do Mapa da Covid-19, divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, mostra que essa é a sexta semana consecutiva que o estado segue nesta faixa de avaliação. O Rio, de acordo com o estudo, teve uma redução de 16% no número de mortes pelo novo coronavírus e de 6% nas internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG), entre as semanas epidemiológicas 29 (18 e 24 de julho) e 31 (1º a 7 de agosto).

Apesar da estabilidade – o estudo prevê uma escala de cinco bandeiras com roxa (risco muito alto), vermelha (risco alto), laranja (risco moderado) e verde (muito baixo), além da amarela – o Rio está em alerta. Isso se deve ao fato de alguns pontos do estado apresentarem tendência de alta da Covid-19. As regiões Metropolitana, incluindo a capital, Noroeste e Serrana, por exemplo, estão na bandeira vermelha.

“O cenário epidemiológico vem apresentando um aumento no número de casos e, por isso, de forma antecipada, colocamos em prática, o Plano de Contingência da Covid-19. Ele nos permite tomar decisões com mais tranquilidade, como a abertura de leitos, as medidas de flexibilização, entre outras ações assistenciais”, afirmou o secretário Alexandre Chieppe, segundo nota divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde.

Um outro fato tem chamado a atenção das autoridades e reacendendo os cuidados. Os gráficos divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde mostram que o número de óbitos de idosos com esquema vacinal completo aumentou no Rio. Segundo o estudo, a partir da 22ª semana epidemiológica de início de sintomas, o número de mortes de quem já tomou as duas doses da vacina fica maior do que o número de pessoas com apenas a primeira dose. O secretário avalia que o fato possa estar acontecimento porque a idade é um fator de risco maior para o adoecimento ou esteja havendo o enfraquecimento da proteção vacinal.

O prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, já anunciou que pretende começar a terceira dose da vacina em idosos a partir do fim de agosto. Já a Secretaria Estadual do Rio afirma que vem apresentando os dados estatísticos ao Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e que seguirá as diretrizes do Ministério da Saúde. A variante Delta já representa 45% dos casos no município do Rio de Janeiro.