SÃO PAULO — A retomada dos projetos de manutenção do mundo offshore (plataformas de óleo e gás), que deixaram de acontecer em 2020 por causa da pandemia de coronavírus, fez com que a empresa de engenharia de produção Priner (PRNR3) chegasse perto de 100% de utilização de seus equipamentos no segundo trimestre deste ano, forçando a companhia a fazer uma nova rodada de investimentos para não deixar isso acontecer.

“Nós do Grupo Priner estamos passando pelo melhor momento que a gente passou nos últimos seis, sete anos”, disse Marcelo Costa, CFO da empresa, em live do InfoMoney. “E quando a gente olha para o futuro da companhia, a gente vê várias alavancas que garantem que a gente vai continuar crescendo, completou.

A live faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, em que o InfoMoney entrevista CEOs e diretores de importantes companhias de capital aberto, no Brasil ou no exterior. Eles falam sobre o balanço do segundo trimestre de 2021 e sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

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Os projetos de óleo e gás do grupo representam cerca da metade de suas receitas, por isso a retomada foi tão importante. A receita operacional líquida da Priner subiu 42,2% no segundo trimestre de 2021 frente a igual período de 2020, e saltou 59,2% no semestre, também na comparação anual — cabe ressaltar, no entanto, que a base de comparação do período é fraca, uma vez que os resultados do segundo trimestre do ano passado foram prejudicados pelo início da pandemia.

“Nós conquistamos aproximadamente R$ 220 milhões de novos contratos [no segundo trimestre] e a receita bruta foi de R$ 121 milhões. Então, o backlog aumentou. De lá para cá, esse backlog vem aumentando. Ele era de R$ 525 milhões no final do primeiro trimestre e hoje é superior a R$ 600 milhões. No final do segundo trimestre, nós tínhamos 325 vagas em aberto. Esse número tem aumentado desde então. Outro ponto que eu quero destacar é que o modelo one stop shop tem alavancado muito nossas sinergias comerciais”, afirmou Costa.

Tulio Cintra, CEO do Grupo Priner e que também participou da live, ressaltou que a companhia tem procurado diversificar os setores de atuação de seus clientes, mas que pretende crescer no segmento de óleo e gás, uma vez que ele é “blindado” contra questões macroeconômicas (inflação, aumento de juros) e políticas. Ele citou também que o setor não sofre ameaça da crise hídrica.

“Tivemos a retomada de importantes projetos no mundo offshore. Então, a nossa receita trimestral no segmento offshore saltou mais de 100% em relação ao ano passado, e essa tendência se confirma para 2022. A gente não enxerga nenhuma possibilidade que isso tenha alguma redução, mas na verdade uma aceleração. Nossa taxa de equipamentos atingiu um patamar recorde, caminhando para 90%, 100% de taxa de utilização, o que nos levou a mais um gatilho de investimentos importantes na companhia para que isso não aconteça”, disse

Os executivos falaram ainda sobre os protocolos de Covid que foram adotados pela indústria e seguem sendo aplicados, especialmente no mundo offshore. Eles comentaram também sobre estudos de fusões e aquisições, operações no exterior, expansão das operações no Sul do Brasil e sobre o atual valuation da empresa na Bolsa.

“É um valuation extremamente tímido, muito baixo. Eu atribuo isso ao fato de a empresa ser menor, portanto tem uma liquidez menor. A gente tem feito um trabalho para essa liquidez aumentar, para as pessoas conhecerem mais a companhia (…). Nossa ambição é muito maior do que o valuation. A gente tem conseguido entregar e ver esse planejamento acontecendo. (…) Nós obviamente achamos que o valor da companhia na Bolsa está bastante aquem do que a companhia vale. Pouco a pouco as pessoas vão conhecendo os executivos e enxergando o que essa turma aqui é capaz de fazer. Vai entregar uma das maiores, se não a maior e melhor empresa de engenharia de produção do país”, completou o CEO. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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