Após dois adiamentos e quase dois meses de atraso, o sócio da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, deve finalmente depor à CPI da Pandemia nesta quinta-feira.

O empresário é um dos protagonistas do caso da Covaxin, vacina indiana comprada pelo Ministério da Saúde, cujo processo foi suspenso após a revelação de irregularidades no contrato de 1,6 bilhão de reais.

As suspeitas foram reveladas ao presidente Jair Bolsonaro pelo deputado federal Luis Miranda e seu irmão, Luis Ricardo Miranda, servidor do ministério.

No requerimento da sua convocação, aprovado no dia 16 de junho, o senador Alessandro Vieira apontou que a presença de Maximiano era necessária dentro da apuração de “eventual beneficiamento ilícito” no processo. A Precisa era a representante no Brasil da farmacêutica, Bharat Biotech, da Índia.

Outros dois integrantes da empresa brasileira já prestaram depoimentos no Senado, sendo o último deles o advogado Túlio Silveira, que foi à CPI nesta quarta.

Maximiano adiou seu comparecimento à comissão duas vezes alegando a necessidade de fazer quarentena após viagens à Índia. Ele deveria ter se sentado na cadeira do depoente em 23 de junho.

No último dia 8 de julho, o empresário prestou depoimento à Polícia Federal.