As articulações para a campanha de Ciro Gomes (PDT) à eleição no ano que vem estão a todo vapor. 

Pesquisa XP Ipespe divulgada nesta terça mostrou o pedetista em terceiro lugar, com 10% das intenções de voto em 2022, atrás de Jair Bolsonaro (24%) e Lula (40%). 

Durante reunião da executiva nacional do partido nesta terça, o chefão do partido, Carlos Lupi, disse que estão sendo construídos “palanques muito fortes” pelo Brasil.

A ideia do PDT é lançar a maior quantidade de candidatos nos estados para garantir uma plataforma para Ciro concorrer no ano que vem. 

Lupi contou ao Radar que neste momento o partido já articulou ao menos nove palanques. Outros “cinco ou seis”, segundo ele, estariam ainda em negociação. 

Os mais certos são três: Rio de Janeiro, Maranhão e Rio Grande do Norte. No Rio, o PDT deve concorrer com Rodrigo Neves, que é ex-prefeito de Niterói. No Maranhão, o escolhido foi o senador Weverton Rocha. No Rio Grande do Norte, quem deverá disputar é o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo. 

Além desses três, outros quatro filiados ao PDT também deverão ser candidatos ao governo de seus estados. No Rio Grande do Sul, o candidato da legenda deverá ser Romildo Bolzan, atual presidente do Grêmio. No Ceará, o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio será o cabeça de chapa do PDT na disputa pelo governo. 

No Sergipe, o escolhido foi o atual prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira. Já na Paraíba, quem deverá ser pré-candidata do partido será a vice-governadora Lígia Feliciano. 

Lupi chamou ainda os senadores da Rede Randolfe Rodrigues (AM) e Fabiano Contarato (ES) ou para se juntarem aos quadros do PDT ou para continuarem em suas legendas, mas fecharem apoio a Ciro Gomes no ano que vem. Lupi disse que considera esses palanques como certos em seus cálculos políticos.