O Ministério Público do Rio Grande do Sul protocolou nesta sexta-feira (3) uma denúncia contra o cirurgião plástico Klaus Wietzke Brodbeck, preso preventivamente desde o dia 16 de julho deste ano.

O médico foi acusado por cometer ao menos 34 vezes os crimes de estupro, violação sexual mediante fraude, antigo delito de atentado violento ao pudor – vigente à época de alguns fatos –, importunação sexual e assédio sexual contra 18 mulheres entre 2005 e 2021.

“As vítimas o procuravam por ser um especialista em bioplastia de glúteos. Elas chegavam no consultório e, diante de uma sumidade na área da cirurgia plástica, não imaginavam que aquele médico respeitado, com tantas clientes bonitas, abusaria delas. Pensavam estar imaginando coisas. Muitas vezes ele passava a mão nas partes íntimas. Em outras, o ato ficava explícito, como quando, por exemplo, ele propunha sexo como forma de pagamento e, muitas vezes, estuprava diante da negativa”, explica a promotora Claudia Regina Lenz Rosa, lembrando que o caso tramita em segredo de Justiça.

Claudia destaca ainda a importância de se efetuar registros policiais em casos de abusos e importunações praticados, principalmente, contra crianças, adolescentes, mulheres, comunidade LGBTQIA+, idosos, dentre outros grupos sociais, a fim de que fatos delituosos se tornem conhecidos por parte das autoridades públicas, que buscarão responsabilizar seus autores e evitar a prática de novos ilícitos.

A denúncia foi oferecida após análise de 10 inquéritos policiais encaminhados pela 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Porto Alegre, contendo mais de 140 depoimentos, entre vítimas e testemunhas.